Hjulmand em luta com Alan Varela (Foto: Sérgio Miguel Santos)
Hjulmand em luta com Alan Varela (Foto: Sérgio Miguel Santos)

A velha garra de Maxi e Suárez e o regresso do velho Hjulmand (a equipa do Sporting)

Uruguaio cerrou os dentes e lutou, até ao último pingo de suor, frente ao irrequieto William Gomes. Colombiano iniciou a jogada que terminaria na grande penalidade que ele próprio transformou em golo. Dinamarquês voltou a ser o homem dos ritmos do leão
(7)           Hjulmand
Dois degraus acima do que vinha mostrando nas últimas semanas. Muito influente no equilíbrio da equipa, pressionante e criterioso. Sofre o penálti com inteligência ao antecipar-se a Fofana. Na segunda parte, controlou bem os movimentos de Gabri Veiga, mostrando leitura tática e liderança. Tem sido ele, nos últimos dois anos e meio, a ordenar o ritmo do leão, foi ele quem começou esta época a mandar no meio-campo. Pareceu perder essa liderança no final de 2025, mostrando-se amorfo e triste, mas recuperou a liderança e a alegria frente ao FC Porto.

(6)           Rui Silva Jogo competente e concentrado. Teve um momento de risco a jogar com os pés perante a pressão de William Gomes, mas compensou com segurança entre os postes. Sem hipóteses de intervir no remate ao poste de Alan Varela, respondeu bem sempre que foi chamado, destacando-se a saída a soco, num canto, aos 34 minutos. Nos minutos finais, segurou sem dificuldade o cruzamento-remate de Pietuszewski. Transmitiu tranquilidade e ajudou a equipa a gerir a vantagem.

(7)           FresnedaMuito ofensivo e atrevido. Aos 16 minutos criou perigo com um remate de pé esquerdo a rasar o poste e, na segunda parte, voltou a estar perto do golo com um desvio ao poste/Alan Varela, na jogada que origina o penálti, após iniciativa de Suárez pela esquerda. Teve sempre intensidade nos duelos com Pepê, primeiro, e Pietuszewski, depois, Arriscou, deu profundidade e foi lateral influente.

(7)           DiomandeExibição sólida e física. Protagonizou uma luta titânica com Moffi e raramente perdeu duelos. Forte no jogo aéreo, ainda apareceu a cabecear com perigo na sequência de um canto (52’). Sempre concentrado no controlo da profundidade e importante na resposta às bolas diretas do FC Porto.

(6)           Gonçalo InácioJogo com momentos distintos. Esteve bem a cortar lances perigosos, nomeadamente um desvio de cabeça para canto já perto do intervalo. No entanto, teve um passe arriscado que ofereceu situação de golo a Pepê, após ter cortado lance potencialmente perigoso de William Gomes. Globalmente seguro no posicionamento, mas menos eficaz na saída de bola do que é habitual.

(7)           Maxi Araújo Muito trabalho no frente a frente com William Gomes. Teve momentos em que sentiu dificuldades perante a velocidade e criatividade do adversário, mas também ganhou duelos importantes, sobretudo no final da primeira parte. Ofensivamente procurou combinar, travou contra-ataques e mostrou entrega constante.

(6)           MoritaEntrada com alguns passes falhados, mas rapidamente estabilizou. Muito sereno e cerebral na gestão do ritmo. Importante a desviar de cabeça um remate perigoso de Pepê para canto. Sempre disponível na circulação e no apoio defensivo. Saiu aos 65 minutos após exibição equilibrada e madura.

(6)           Geny CatamoIrrequieto e participativo. Rematou de primeira por cima após canto e voltou a tentar de fora da área no arranque da segunda parte. Viu amarelo por pisão em Pepê e sofreu falta dura que poderia ter dado segundo amarelo a Alberto Costa. Alternou entre direita e esquerda, dando profundidade, embora nem sempre tenha decidido da melhor forma no último passe.

(6)           Francisco TrincãoTentou assumir o jogo interior, mas nem sempre encontrou espaço. Teve um remate que esbarrou em Suárez e conquistou um canto após boa investida pela direita. Trabalhou nas combinações com Maxi, mas faltou-lhe maior objetividade no último terço. Saiu aos 84 minutos.

(6)           Luís Guilherme Ativo nas alas, com cruzamentos perigosos, nomeadamente para Fresneda numa ocasião clara. Trocou de flanco com Catamo ainda na primeira parte e voltou à esquerda no início da segunda. Nem sempre eficaz nas decisões, mas ajudou a empurrar a equipa para a frente.

(7)           Luis Suárez Lutador incansável. Na primeira parte correu, pressionou e travou batalhas físicas intensas com Bednarek, embora sem criar verdadeiro perigo. Cresceu na segunda parte: esteve na origem da jogada do penálti e marcou com frieza exemplar, enganando Diogo Costa. Chegou aos 30 golos na época. Combativo, decisivo e determinante no resultado.

(5)           Pedro GonçalvesEntrou para dar critério e pausa. Ajudou a equipa a gerir a vantagem com circulação mais segura e inteligência no posicionamento. Não teve grandes momentos de finalização, mas contribuiu para o controlo emocional do jogo.

(5)           João SimõesEntrou para dar energia ao meio-campo. Destaque para um bom lance individual na esquerda frente a Pepê. Ofereceu frescura e capacidade de transporte numa fase em que o Sporting precisava de manter intensidade.

(5)           Nuno Santos Entrou para a direita. Trouxe experiência e ajudou a fechar o corredor, contribuindo para a gestão dos minutos finais sem sobressaltos.

(5)           Daniel BragançaLançado aos 85 minutos para a posição 10, atrás de Suárez. Deu critério na posse e inteligência na ocupação dos espaços entrelinhas, participando na fase de controlo nos instantes finais.