A velha garra de Maxi e Suárez e o regresso do velho Hjulmand (a equipa do Sporting)
(6) Rui Silva – Jogo competente e concentrado. Teve um momento de risco a jogar com os pés perante a pressão de William Gomes, mas compensou com segurança entre os postes. Sem hipóteses de intervir no remate ao poste de Alan Varela, respondeu bem sempre que foi chamado, destacando-se a saída a soco, num canto, aos 34 minutos. Nos minutos finais, segurou sem dificuldade o cruzamento-remate de Pietuszewski. Transmitiu tranquilidade e ajudou a equipa a gerir a vantagem.
(7) Fresneda – Muito ofensivo e atrevido. Aos 16 minutos criou perigo com um remate de pé esquerdo a rasar o poste e, na segunda parte, voltou a estar perto do golo com um desvio ao poste/Alan Varela, na jogada que origina o penálti, após iniciativa de Suárez pela esquerda. Teve sempre intensidade nos duelos com Pepê, primeiro, e Pietuszewski, depois, Arriscou, deu profundidade e foi lateral influente.
(7) Diomande – Exibição sólida e física. Protagonizou uma luta titânica com Moffi e raramente perdeu duelos. Forte no jogo aéreo, ainda apareceu a cabecear com perigo na sequência de um canto (52’). Sempre concentrado no controlo da profundidade e importante na resposta às bolas diretas do FC Porto.
(6) Gonçalo Inácio – Jogo com momentos distintos. Esteve bem a cortar lances perigosos, nomeadamente um desvio de cabeça para canto já perto do intervalo. No entanto, teve um passe arriscado que ofereceu situação de golo a Pepê, após ter cortado lance potencialmente perigoso de William Gomes. Globalmente seguro no posicionamento, mas menos eficaz na saída de bola do que é habitual.
(7) Maxi Araújo – Muito trabalho no frente a frente com William Gomes. Teve momentos em que sentiu dificuldades perante a velocidade e criatividade do adversário, mas também ganhou duelos importantes, sobretudo no final da primeira parte. Ofensivamente procurou combinar, travou contra-ataques e mostrou entrega constante.
(6) Morita – Entrada com alguns passes falhados, mas rapidamente estabilizou. Muito sereno e cerebral na gestão do ritmo. Importante a desviar de cabeça um remate perigoso de Pepê para canto. Sempre disponível na circulação e no apoio defensivo. Saiu aos 65 minutos após exibição equilibrada e madura.
(6) Geny Catamo – Irrequieto e participativo. Rematou de primeira por cima após canto e voltou a tentar de fora da área no arranque da segunda parte. Viu amarelo por pisão em Pepê e sofreu falta dura que poderia ter dado segundo amarelo a Alberto Costa. Alternou entre direita e esquerda, dando profundidade, embora nem sempre tenha decidido da melhor forma no último passe.
(6) Francisco Trincão – Tentou assumir o jogo interior, mas nem sempre encontrou espaço. Teve um remate que esbarrou em Suárez e conquistou um canto após boa investida pela direita. Trabalhou nas combinações com Maxi, mas faltou-lhe maior objetividade no último terço. Saiu aos 84 minutos.
(6) Luís Guilherme – Ativo nas alas, com cruzamentos perigosos, nomeadamente para Fresneda numa ocasião clara. Trocou de flanco com Catamo ainda na primeira parte e voltou à esquerda no início da segunda. Nem sempre eficaz nas decisões, mas ajudou a empurrar a equipa para a frente.
(7) Luis Suárez – Lutador incansável. Na primeira parte correu, pressionou e travou batalhas físicas intensas com Bednarek, embora sem criar verdadeiro perigo. Cresceu na segunda parte: esteve na origem da jogada do penálti e marcou com frieza exemplar, enganando Diogo Costa. Chegou aos 30 golos na época. Combativo, decisivo e determinante no resultado.
(5) Pedro Gonçalves – Entrou para dar critério e pausa. Ajudou a equipa a gerir a vantagem com circulação mais segura e inteligência no posicionamento. Não teve grandes momentos de finalização, mas contribuiu para o controlo emocional do jogo.
(5) João Simões – Entrou para dar energia ao meio-campo. Destaque para um bom lance individual na esquerda frente a Pepê. Ofereceu frescura e capacidade de transporte numa fase em que o Sporting precisava de manter intensidade.
(5) Nuno Santos – Entrou para a direita. Trouxe experiência e ajudou a fechar o corredor, contribuindo para a gestão dos minutos finais sem sobressaltos.
(5) Daniel Bragança – Lançado aos 85 minutos para a posição 10, atrás de Suárez. Deu critério na posse e inteligência na ocupação dos espaços entrelinhas, participando na fase de controlo nos instantes finais.