A festa de Benavides
A festa de Benavides

Líder perde-se e Luciano Benavides vence Rali Dakar da forma mais dramática

Argentino ganha por apenas dois segundos; Ricky Brabec, que estava na frente, perdeu-se durante a derradeira etapa. Menor diferença em 47 anos de história da prova

O piloto argentino da KTM, Luciano Benavides, alcançou a maior vitória da sua carreira ao conquistar o Rali Dakar deste ano da forma mais dramática possível.

O português Martim Ventura (Honda) a terminar em terceiro na classe Rally 2.

No início da última etapa, com apenas 105 quilómetros cronometrados em torno de Yanbu, Benavides estava 3:20 minutos atrás do piloto da Honda, Ricky Brabec, que parecia ser o vencedor certo. Contudo, o americano perdeu-se nos 20 quilómetros finais da etapa, o que lhe custou quase quatro minutos, revelando-se o momento decisivo na luta pela vitória.

No final da etapa, Benavides registou o segundo melhor tempo, com 49:03 minutos, enquanto Brabec terminou a 3:22. Assim, na classificação final, após um total de 4 748 quilómetros de prova pelos desertos da Arábia Saudita, apenas dois segundos separaram os dois primeiros, na diferença mais curta em 47 anos de história, e a vitória foi para Benavides, que conquistou um total de três vitórias em etapas.

Para o argentino, esta não é apenas a sua primeira vitória no Rali Dakar, mas também a sua primeira vez no pódio na sua décima participação na prova. O terceiro lugar, atrás dele e de Brabec, foi ocupado por Tosha Schareina, da Honda, que terminou a 25:12 minutos do vencedor.

A vitória na etapa final foi para Edgar Canet (KTM), para quem este foi o terceiro triunfo em etapas. Anteriormente, o espanhol tinha sido o mais rápido no prólogo e na primeira etapa real do rali, que começou em Yanbu a 3 de janeiro. Apesar destas três vitórias em etapas, o espanhol ficou muito atrás na classificação geral, com um atraso de mais de 12 horas em relação ao vencedor Benavides.