Wout Van Aert (Visma) terminou na 60.ª posição a clássica Le Samyn

Van Aert suspeita de sabotagem: «Havia muitos cacos de vidro, não pode ter sido por acaso»

Belga furou a cerca de 10 quilómetros da meta da clássica Le Samyn e perdeu a oportunidade de lutar pela vitória na corrida em que se estreou na temporada de estrada. Mas ficou desconfiado...

A estreia de Wout van Aert na temporada de estrada, na clássica Le Samyn, esta terça-feira, ficou marcada por um furo que o afastou da luta pela vitória. O ciclista belga da Visma-Lease a Bike suspeita que os cacos de vidro na estrada, que causaram o incidente, foram colocados de forma deliberada.

O momento decisivo aconteceu nos 10 quilómetros finais, quando um furo no pneu deitou por terra as aspirações do belga de disputar o sprint. Numa primeira tentativa de resolver o problema, Van Aert trocou de bicicleta com o seu colega de equipa Pietro Mattio, mas já não conseguiu restabelecer o contacto com o pelotão. Pouco depois, a cerca de 8,5 quilómetros da meta, voltou a trocar de bicicleta, desta vez para a sua de reserva, mas a essa altura a distância para o grupo da frente era já irrecuperável.

Em declarações à VTM News, Van Aert não escondeu a sua frustração com o sucedido. «De repente, havia muitos cacos de vidro. Isso é bastante invulgar num percurso pelo qual já tínhamos passado cinco ou seis vezes. Não pode ter sido por acaso», afirmou o ciclista, levantando suspeitas de sabotagem.

O belga explicou a estratégia da equipa, que foi arruinada pelo incidente. «Era uma situação muito boa para nós como equipa. O Per [Strand Hagenes] estava na frente e muito forte. O plano B era que eu estivesse na frente nos últimos 10 quilómetros e participasse no sprint. Mas depois tive um furo e rapidamente me vi em terra de ninguém», lamentou Van Aert que terminou a prova na 60.ª posição, a 157 minutos do vencedor, o compatriota Jordi Meeus (Red Bull-BORA-hansgrohe), que se impôs ao sprint no pelotão.

Apesar do desfecho, o ciclista de 31 anos fez um balanço positivo da sua primeira prova do ano. «Senti-me bem, mas não consegui tirar conclusões concretas porque falhei no final», admitiu. «De qualquer forma, foi a escolha certa começar por aqui. O objetivo era correr o mais rápido possível, e é disso que preciso agora. Consegui dar um passo em frente aqui».

Também o diretor da Visma, Grischa Niermann, lamentou o tempo perdido. «Quando ele furou o pneu no final, estávamos um minuto e meio atrás dele. Primeiro trocou de bicicleta com um colega de equipa e depois connosco novamente. A essa altura, claro, já era tarde demais para recuperar», explicou à VTM Nieuws.

Wout van Aert segue agora para Itália, onde o espera um calendário exigente. No próximo sábado, irá competir na Strade Bianche, onde enfrentará Tadej Pogacar, seguindo-se a Tirreno-Adriático (9 a 15 de março) e a Milão-Sanremo (21 de março).