Nasceu e cresceu em Alvalade e continua a rugir de forma feroz: ah, leão!
O 3 está, aos 33, como o vinho do Porto. Josué junta a vasta experiência adquirida ao longo de uma carreira rica à qualidade que começou deste muito novo a demonstrar e coloca essa poção mágica em prol do Lusitânia de Lourosa.
O defesa-central é aquilo a que se convencionou chamar de patrão. É a voz de comando de uma retaguarda que tem dado (bem) conta do recado e que, no fundo, é parte extremamente importante da caminhada altamente meritória que os corticeiros têm vindo a realizar esta temporada. Que, recorde-se, marca a estreia dos lusitanistas nos campeonatos profissionais. E por esta altura... 8.º lugar, com 34 pontos. A permanência no segundo escalão nacional está praticamente assegurada e em Lourosa o sonho tem até horizontes bem mais cimeiros. É a matemática que o diz.
Quando Hugo Mendes (presidente), Nuno Correia (diretor-geral) e Pedro Miguel (treinador) pensaram em reforçar o centro da defesa e definiram o perfil do jogador a atacar, Josué foi como que... sopa no mel. Por essa altura, já na segunda metade do mês de setembro, Josué estava livre de compromissos, depois de ter rescindido com o Gil Vicente ainda antes do fecho do mercado de verão, e como a necessidade aguça o engenho... deu-se o casamento: Josué aceitou a proposta dos aveirenses e assinou um contrato válido até 2027.
Nesse momento, ficava solucionada uma lacuna no plantel do Lusitânia e juntou-se o útil ao agradável: Josué tinha a oportunidade de continuar a sua carreira num projeto bastante interessante, ao passo que o Lourosa passava a contar com um elemento que iria, com toda a certeza, acrescentar.
Agora, meses passados, tudo parece ter encaixado na perfeição. Quando entrou na equipa... foi para ficar. O centralão leva 18 partidas (16 para a Liga 2 e duas para a Taça de Portugal) esta temporada e sempre como titular — e até já se estreou a marcar, aquando da goleada (5-1) diante do Paços de Ferreira, a 14 de dezembro, numa partida referente à 14.ª jornada do campeonato.
Com um percurso formativo maioritariamente ligado ao Sporting — que completou nos juniores do Vitória de Guimarães —, o agora patrão dos lusitanistas passou, já enquanto sénior, por Chaves, Vitória de Guimarães, Anderlecht (Bélgica), Kasimpasa (Turquia), Huesca (Espanha), Ludogorets (Bulgária), Maccabi Telavive (Israel), Rio Ave e Gil Vicente.
É caso para dizer: que grande percurso tens tido, Josué! E sempre com números e exibições de créditos assinaláveis. O presente é, então, em Lourosa, onde o defesa-central continua a ser um verdadeiro... leão! Seja numa linha de quatro ou de cinco, contem com o camisola 3 para comandar a retaguarda. Feliz é o treinador que tem um líder destes...
Rafa espalha magia
Chegado a Matosinhos na recente janela de transferências de janeiro, Rafael Barbosa tem vindo a ganhar o seu espaço nas opções de Carlos Fangueiro.
Depois de ter sido suplente utilizado em três jogos, o criativo logrou a primeira titularidade no duelo com o Sporting B, tendo contribuído para uma vitória (1-0) extremamente dos bebés do Mar. Aos 29 anos, e com uma carreira bastante sólida, o médio-ofensivo formado no Sporting e que foi internacional sub-21 português tem tudo para continuar a espalhar magia em Matosinhos. Porque se a cabeça pensa bem... os pés executam melhor.
De manga à (La)cava
Não importa o modelo da camisola. Seja manga comprida, curta ou à cava, Matías está pronto para reforçar a sua história em Vizela.
O internacional venezuelano já tinha representado os minhotos entre 2022 e 2024 (42 jogos, dois golos e sete assistências) — antes disso havia entrado no futebol português pela porta do Tondela —, passando, depois, por Atlético Goianiense (Brasil) e Ulsan Hyundai (Coreia). Foi reforço de inverno dos vizelenses e já leva quatro partidas e um tento apontado. Aos 23 anos, o extremo, que à velocidade junta a (muita) técnica, faz subir o nível coletivo.
Pinto de bico afiado
Alex Pinto caiu no sapatinho do Farense no último mercado e no último mês tem dado provas do tiro certeiro dos leões algarvios.
O lateral-direito — que numa linha de três centrais projeta-se no flanco e integra-se com qualidade no processo ofensivo —, de 27 anos, levou para Faro a bagagem de duas épocas e meia na Liga (Gil Vicente e Arouca), isto já depois de ter passado por uma experiência na Eslováquia, ao serviço do DAC 1904. Na hora do regresso ao Farense (que tinha representado em 2020/2021 e no início da temporada seguinte), Alex Pinto já agarrou o lugar. A equipa agradece.