Rodrigo Mora, mais apagado, William Gomes e Alan Varela - Foto: IMAGO
Rodrigo Mora, mais apagado, William Gomes e Alan Varela - Foto: IMAGO

Varela para dar e vender na noite em que William não foi... Gomes (as notas do FC Porto)

Argentino foi o dragão que mais perto esteve de marcar e ainda adiou (por segundos e com corte incrível) o golo leonino. Extremo brasileiro protagonizou com Maxi o duelo mais quente, ganhou-o na primeira parte (embora pouco eficaz), perdeu-o na segunda
A figura — Alan Varela (7)
Protagonizou dois instantes que, sem dúvida, o diferenciaram de todos os restantes companheiros em campo. Isto porque o médio argentino não só foi o dragão que mais perto esteve do golo na noite de Alvalade, num disparo de média distânica e à queima roupa, que, com Rui Silva já batido, levou a bola a embater violentamente no poste da baliza sportinguista, decorria o minuto 48'), mas também porque, com um corte incrível em cima da linha de golo (59'), adiou por segundos aquele que viria a ser o golo do Sporting — no instante imediatamente a seguir, Seko Fofana fez falta sobre Hjulmand para a grande penalidade convertida por Suárez. No restante, esteve sempre no sítio certo à hora certa, ora como terceiro central, ora a pressionar alto, ora a construir. Uma exibição para todos os gostos!

5 Diogo Costa — Noite ingrata para o guarda-redes, sem um único lance de registo na primeira parte, uma bola fácil (cabeceamento largo de Diomande, aos 52') para a primeira intervenção e, depois, o frente a frente com o mais eficaz goleador em terras portuguesas, Luis Suárez, implacável na marcação do penálti (62'), com Diogo a cair para o lado oposto.

4 Alberto Costa — O choque doloroso com Rui Silva logo aos 4 minutos parece ter abalado o lateral que, muito a custo e bastante queixoso, lá se foi aguentando, embora, aqui e ali, perdendo alguns duelos. E se o primeiro amarelo foi injusto, o mesmo não pode dizer-se do instante em que abalroou Maxi Araújo (45+3'), em que ficou por mostrar cartão - que resultaria na expulsão. Farioli precaveu-se e tirou-o ao intervalo.

6 Pablo Rosario — O experiente dominicano já se vai habituando à ideia de fazer de central de vez em quando e, à luz do que se viu neste clássico, também não tem como fugir. Sereno, seguro, implacável q.b. em praticamente todos os instantes em que foi chamado à ação.

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5 Bednarek — Estava a exibir-se de modo irrepreensível, quer pelo ar, quer junto à relva, até que dois choques — primeiro com Suárez, com alguns tiques de malvadez (26'), depois com Diogo Costa, num lance fortuito (40'), deitaram tudo a perder. Teve de sair, muito queixoso e com dificuldades em respirar, ainda antes do intervalo (44').

5 Francisco Moura — Os duelos com Geny Catamo e Fresneda fizeram faísca, mas o jovem português (que teve o privilégio de ter o selecionador Roberto Martínez como observador na bancada) foi dando conta do recado. Forte, rápido e intenso, apagou-se um pouco na segunda metade do clássico.

4 Seko Fofana — Diretamente ligado ao 1-1 do clássico de há menos de um mês para a Liga (marcou ele o golo portista), o nigeriano conectou-se, desta vez, ao pior momento dos dragões no duelo da Taça, ao fazer o penálti (chegou tarde à bola e fez falta sobre Hjulmand) que definiu a vitória leonina. E pensar que, até ali, tinha em mãos o melhor pano, de uma eficácia e limpeza quase total, quer a construir, quer a destruir. Pois... é nos melhores que acaba sempre por cair a nódoa.

4 Rodrigo Mora — Contrabalançou bons com maus instantes, numa exibição irregular e sem grandes pontos de destaque. Revelando algumas dificuldades no momento defensivo, embora sempre esforçado, definiu mal a atacar e acabou por sair pouco depois de lance algo infantil em que correu como louco por uma bola perdida, acabando por chocar com um fotógrafo (57'), embate do qual saiu claramente com dores numa das pernas. Não havia necessidade. Foi substituído aos 63'.

6 William Gomes — Alvalade tem algo que faz disparar os níveis de talento de William (ele que marcou ali na 1.ª volta da Liga na vitória portista por 2-1) e o clássico da Taça não foi exceção, ele que quase fazia o 1-0 aos 40 segundos, num cruzamento venenoso. Estava lançado o 1.º round do duelo mais escaldante da noite, com Maxi Araújo: o irreverente jovem ganhou-o na primeira parte, com classe, mas algo perdulário (ele que ostenta o apelido de um dos maiores da história portista, o já malogrado Fernando Gomes, o bibota de ouro), mas perdeu-o na segunda.

4 Terem Moffi — Estreia a titular do possante, embora muito lento, atacante nigeriano. A bola raramente andou nos seus pés, ao longo de uma exibição apagada e que lhe valeu a saída aos 63'.

6 Pepê — Após primeira parte com alguns erros e precipitações, ei-lo a voltar à posição de defesa-lateral na segunda, decisão inédita na era-Farioli mas que era habitual com Sérgio Conceição, onde se sentiu como peixe em água, partindo para uma metade final de elevado nível.

6 Kiwior — Chamado aos 44' para colmatar lesão de Bednarek, assumiu a missão com rigor. Implacável, cortou tudo o que caiu na sua zona e ainda tentou a sorte de longe, mas por cima (84').

5 Froholdt — Entrou com tudo após o intervalo, mas sem a eficácia de controlo do meio-campo de outros dias. O jogo estava mais partido e difícil para os homens que gostam de ter bola.

4 Gabri Veiga — O talentoso criativo não trouxe a magia que o jogo azul e branco pedia.

5 Deniz Gul — Trouxe, embora em doses não muito elevadas, a mobilidade e a capacidade de posse que Moffi não teve.

4 Pietuszewski — Fresneda não concedeu um milímetro ao menino da moda do Dragão.