Rosenior assinou até 2032, mas já tem lugar em risco no Chelsea
A pesada derrota por 0-3 frente ao Brighton deixou o lugar de Liam Rosenior como treinador do Chelsea em risco. Segundo a BBC, a continuidade do técnico de 41 anos, que tem contrato até 2032, está a ser discutida internamente pela direção do clube londrino, que se reuniu no centro de treinos enquanto os jogadores gozam de um dia de folga.
A mesma fonte acrescenta que, ao contrário da semana passada, em que Rosenior recebeu apoio público e privado dos dirigentes dos blues, desta vez o silêncio imperou após o desaire. A derrota complicou ainda mais o objetivo de qualificação para a UEFA Champions League, com o Chelsea a ocupar o sétimo lugar na Premier League, a cinco pontos do top-cinco, quando faltam apenas quatro jornadas para o fim.
A contestação a Rosenior, que chegou há pouco mais de três meses vindo do Estrasburgo, clube parceiro dos londrinos, não se limita à direção. Vários jogadores estarão insatisfeitos com o treinador e os próprios adeptos manifestaram o seu descontentamento no Amex Stadium com cânticos dirigidos ao técnico.
O descontentamento entre os jogadores tem várias origens. Embora alguns jogadores descrevam Rosenior como uma pessoa amigável e bem-intencionada, outros, especialmente vários jogadores de língua espanhola como Marc Cucurella e Enzo Fernández, preferiam trabalhar com o seu antecessor, Enzo Maresca.
Decisões como a rotação de guarda-redes e a gestão de minutos de certos jogadores, como Josh Acheampong, que entra frequentemente por breves períodos, também geraram mal-estar. Um dos aspetos mais preocupantes é o ambiente no grupo de líderes, com uma fonte interna a revelar que os jogadores mais experientes permanecem em silêncio quando convidados a dar a sua opinião nas reuniões de equipa quase diárias.
No entanto, os problemas vão além do treinador. Os jogadores estão também preocupados com as consequências financeiras de uma nova ausência na Liga dos Campeões, dado que os seus contratos são baseados em incentivos. A frustração geral aumenta por terem ingressado num clube que esperavam que lutasse por troféus e que agora falha consistentemente os seus objetivos.
A ira dos adeptos tem sido maioritariamente dirigida aos proprietários do clube. Um movimento de protesto, denominado Not A Project CFC, juntou mais de 500 pessoas numa marcha até Stamford Bridge antes da derrota com o Manchester United. O Chelsea Supporters' Trust também expressou as suas preocupações numa carta aberta à direção.
Contudo, foi apenas na terça-feira que a fúria se virou diretamente para Rosenior, com cânticos ofensivos vindos da bancada visitante. Os seus antecessores, Maresca e Mauricio Pochettino, também enfrentaram reações semelhantes, mas não tão cedo.
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