Enzo Fernández com a braçadeira de capitão do Chelsea
Enzo Fernández com a braçadeira de capitão do Chelsea

Enzo Fernández arrasado: «Não é líder e não merece jogar no Chelsea»

Frank Lebouef, lenda dos 'blues', criticou duramente o ex-Benfica (e não só...) após a derrota humilhante por 0-3 em Brighton

Frank Leboeuf, antigo defesa do Chelsea, teceu duras críticas às contratações recorde do clube, Enzo Fernández e Moisés Caicedo, afirmando que ambos carecem da liderança necessária para representar o emblema. O campeão do mundo manifestou-se após a desmoralizante derrota por 0-3 frente ao Brighton, que marcou o quinto jogo consecutivo dos Blues na Premier League sem vencer e marcar um único golo, algo que não acontecia desde... 1912.

As repercussões da pesada derrota no Estádio Amex continuam a fazer-se sentir, com Leboeuf a identificar o meio-campo como um dos principais problemas da equipa. Apesar de um investimento combinado de 257 milhões de euros, a dupla sul-americana não conseguiu assumir o controlo do jogo, contribuindo para um resultado historicamente negativo para o clube de Stamford Bridge.

Em declarações à ESPN, o antigo internacional francês não poupou nas palavras, sugerindo que os valores astronómicos das transferências não se traduziram na liderança exigida em campo. Leboeuf expressou a sua frustração com o momento atual da equipa de Liam Rosenior.

«Nós fomos jogadores e conseguimos ver. O meu antigo colega e compatriota Marcel Desailly disse há dois dias aquilo que nós continuamos a dizer», afirmou Leboeuf. «Não temos líderes naquela equipa. Precisamos de um guarda-redes que seja um líder, de um defesa-central, de um médio», atirou.

O antigo central comparou a atual geração de jogadores com as figuras lendárias com quem partilhou o balneário, argumentando que os atuais médios não compreendem o peso da camisola nem as exigências de liderar um clube como o Chelsea em períodos difíceis.

«Caicedo e Enzo Fernández não são líderes. Lamento, eu vi líderes. Joguei com o Dennis Wise, com o Craig Burley, com o Roberto Di Matteo no meio-campo. Eles eram líderes. Nem falo dos defesas como o Marcel Desailly, o Steve Clarke, ou na frente com o Vialli, o Gullit, o Zola, jogadores que tiveram sucesso no meu tempo, e nem sequer falo do que vimos depois [sob Roman Abramovich]. Mas agora já chega, estes jogadores não merecem jogar no Chelsea neste momento. Não têm qualidade suficiente», acrescentou.

Embora o treinador Liam Rosenior esteja sob intensa pressão, Leboeuf acredita que a raiz do problema reside na direção do clube e na sua aposta em jovens promessas em detrimento de veteranos estabelecidos. Esta dependência do potencial, em vez da experiência comprovada, deixou a equipa do oeste de Londres à deriva, encontrando-se a sete pontos dos cinco primeiros lugares da Premier League a quatro jornadas do fim.

O francês instou os responsáveis a repensarem a estratégia de recrutamento. «O que pode ser mudado agora, não sei. Mas no próximo ano, por favor, peço à direção que compre líderes. Caso contrário, o Chelsea nunca mais será o Chelsea que conhecemos», apelou.

Quanto ao futuro de Rosenior, e apesar dos apelos dos adeptos para o seu despedimento, Leboeuf considera que uma mudança de treinador nesta altura seria inútil, especialmente com uma meia-final da Taça de Inglaterra contra o Leeds no horizonte. «É preciso esperar pelo jogo com o Leeds. Se o Rosenior sair, não creio que isso mude a mentalidade», concluiu, sugerindo que o clube deve esperar pelo final da época para tomar decisões estruturais.