Omar Artan, árbitro de 34 anos da Somália - Foto: IMAGO

EUA afirmam que árbitro não entrou no país por «ligações a organizações terroristas»

Omar Artan, árbitro somali, viu-lhe negada a entrada em solo norte-americano para apitar no Mundial 2026, mas foi recebido como um herói na Somália

Omar Artan, o árbitro somali que se preparava para ser o primeiro do seu país a apitar num Mundial 2026, viu-lhe ser negada entrada nos Estados Unidos devido a uma «associação com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas», segundo confirmou uma fonte oficial norte-americana à imprensa norte-americana.

O juiz de 34 anos, eleito árbitro africano do ano em 2025, foi barrado na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Miami, apesar de ser portador de um passaporte diplomático e de um visto de entrada única para os EUA. A Somália é um dos 12 países incluídos numa lista de restrições de viagem implementada pela administração liderada pelo presidente Donald Trump.

Uma fonte da administração Trump explicou a decisão, afirmando que, após uma inspeção mais aprofundada, foram descobertas «informações depreciativas» que tornaram o viajante «inelegível para admissão nos Estados Unidos ao abrigo da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA)». A mesma fonte acrescentou: «A administração do presidente Trump não permitirá que qualquer ameaça à segurança entre no nosso país. Ponto final».

Recorde-se que Artan, árbitro da FIFA desde 2018, fazia parte do grupo de 52 árbitros selecionados para o torneio. O «maior sonho da vida» foi desfeito após uma entrevista de 11 horas com os serviços de imigração, seguida de várias horas de detenção antes de ser colocado num voo de regresso para Istambul, na Turquia, conforme relatou ao New York Times.

Apesar do revés, Omar Artan, que já regressou à Somália, foi recebido em Mogadíscio como um herói por multidões, funcionários do governo e representantes da Federação Somali de Futebol. No aeroporto, o árbitro não respondeu a perguntas, mas, além de ter agradecido «todo o apoio da FIFA» ao longo do processo, deixou uma promessa: «Prometo-vos que estarei a arbitrar no próximo Campeonato do Mundo.»

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