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Ronaldo e Gonçalo Ramos juntos contra a Espanha? Eis a resposta de Martínez
Depois de falar o capitão Cristiano Ronaldo, foi a vez de Roberto Martínez fazer a antevisão ao jogo com a Espanha nos oitavos de final do Mundial 2026 e foi confrontado com a possibilidade de Portugal precisar de jogar com dois pontas de lança, tal como aconteceu por breves momentos com a Croácia, um cenário que admitiu, embora improvável de início.
«Precisamos de falar do adversário, mas também dos momentos do jogo. A primeira parte contra a Croácia foi muito boa, mas quando és superior e o adversário marca, é o momento em que precisávamos de mudar a dinâmica e era importante ter dois pontas de lança para chegar à baliza, para condicionar os centrais. Depois quando marcámos foi um jogo diferente, a Croácia também é uma equipa que utiliza a bola bem e precisámos de ajustar no meio-campo. Não podíamos jogar em inferioridade», começou por explicar, em conferência de imprensa.
«Em relação aos momentos do jogo, do adversário, do que estamos à procura, o importante é que os jogadores acrescentem. Temos muita flexibilidade, a equipa consegue usar padrões de ataque com dois pontas de lança, um, três números 10, jogadores por dentro, pés trocados. Isso foi um trabalho que fizemos durante três anos e meio, seria um ponto fraco para nos limitar o nosso jogo a um padrão ofensivo ou aspeto tático. A nossa força é a flexibilidade que temos e todos os jogadores estão preparados. 21 já estiveram em campo, e o Inácio e o Guedes acredito que podem ajudar a equipa», acrescentou, elogiando o adversário.
«Respeitamos muito o adversário, a Espanha é uma equipa muito, muito boa, com uma ideia muito clara. Somos equipas melhores com bola, precisamos de defender com bola, para acentuar a qualidade dos nossos jogadores, mas é importante ter desempenhos completos. Precisamos de ser bons sem bola, defender rápido, transições, já vimos na final da Liga das Nações. O 2-2 foi um resultado curto e amanhã vai ser igual. Precisamos de personalidade para manter o nível e uma intensidade alta, e poder utilizar a totalidade do grupo. Precisa de frescura, que os jogadores do banco acrescentem, para poder manter o nível de jogos que ambas as seleções têm», afirmou.
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