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Merino: «Ronaldo? Essa qualidade não se perde de um dia para o outro...»
Depois de Rodri e Victor Muñoz, Mikel Merino foi o terceiro e último jogador de Espanha a marcar presença na zona mista para fazer a antevisão ao duelo com Portugal nos oitavos de final do Mundial 2026. O médio do Arsenal, que veio de lesão prolongada, participou nos quatro jogos, mas só foi titular no terceiro com o Uruguai.
«Prepara-se este jogo um pouco com a rotina. Acho que não muda muito, independentemente do adversário, na hora de preparar um jogo. É claro que há detalhes que variam de equipa para equipa, mas a preparação é semelhante. A mesma concentração, o mesmo respeito por todos os adversários, sabendo que vai ser um jogo muito difícil e decisivo contra uma seleção de alto nível e de grande qualidade. E, ao mesmo tempo, muito entusiasmo, porque são esses jogos que nós, futebolistas, gostamos de disputar», começou por dizer, sendo questionado sobre o duelo no meio-campo com João Neves e Vitinha.
«Vão ser duelos de grande qualidade por todo o campo. Não só esse, mas em todas as fases, no meio-campo, na outra ala. Acho que vai ser um jogo espetacular entre duas seleções que têm, como dizes, jogadores individuais de grande qualidade, mas, acima de tudo, duas equipas muito fortes», explicou, elogiando Cristiano Ronaldo.
«Vejo-o muito bem. A verdade é que é um jogador de elite, um dos melhores da história. Ele está a fazer um torneio muito bom e, obviamente, vamos ter muito cuidado com ele. É uma das suas características, tanto dentro como fora da área. É um jogador que marcou uma época e é um dos melhores da história, e isso não é por acaso. E essa qualidade não se perde de um dia para o outro. Ele continua ao mais alto nível e, como diz o Unai [Simón], vamos tentar controlá-lo da melhor forma possível», afirmou.
Merino foi ainda questionado sobre o golo anulado a Matanovic no Portugal-Croácia, já para lá da compensação, e não quis comentar. «A verdade é que ouvi falar muito sobre isso, mas não tive tempo de ver para poder parar e analisar a jogada. Ou seja, não te posso dar uma opinião muito fundamentada sobre o assunto», disse, admitindo que a equipa ouviu Grimaldo e Porro, dois atletas que jogaram em Portugal, no Benfica e Sporting, respetivamente.
«Bem, falei um pouco com eles, tivemos algumas conversas, mas falámos todos juntos. Estamos a analisar o adversário e somos duas seleções que se conhecem muito bem, que já se enfrentaram. E, muitas vezes, esse conhecimento mútuo faz com que os detalhes ganhem mais importância e que os pequenos duelos marquem a diferença», apontou, lembrando que as equipas conhecem-se bem, também da final da Liga das Nações decidida nos penáltis.
Espanha ainda não sofreu golos
Além de México, a Espanha é a outra seleção que não sofreu golos, ainda, neste Mundial. «Tudo começa pelo conjunto. Somos uma equipa que não se limita a defender com os quatro defesas, mas que pretende defender em bloco, quer defender para a frente, pressionando e roubando a bola o mais cedo possível. E quanto mais se tem a bola e quanto mais se ataca, menos opções têm os adversários. Portanto, é essa a ideia», justificou Merino.
«Eu digo-te que as sensações por dentro, as nossas, sempre foram boas, sempre foram de união, de saber que, às vezes, custa mais, outras vezes custa menos, mas de confiança total. E os contextos dessas sensações, muitas vezes nos torneios, podem levar-nos a cometer erros. Já houve campeões do mundo e campeões da Europa que talvez não estivessem com sensações tão boas e acabaram por vencer, e outros que vinham em grande e acabaram por vacilar. Por isso, não se pode basear-se muito nos contextos, sobretudo em jogos tão importantes como este e com tanta pressão», acrescentou, deixando uma nota final.
«Temos sempre confiança e, ao mesmo tempo, humildade também, o suficiente para sabermos que qualquer seleção nos pode complicar bastante a vida. Temos o que temos, que é a Portugal, e é uma seleção muito forte e muito complicada. E bem, estamos à espera do jogo de amanhã», concluiu.
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