Rio Ave queixa-se da arbitragem de Gustavo Correia
O Rio Ave perdeu 1-0 diante do Gil Vicente, em Barcelos, no domingo à noite, com um golo de penálti de Héctor Hernández.
No final do encontro, o desagrado de Sotiris Silaidopoulos em relação à arbitragem foi evidente, mas o técnico decidiu ironizar: «Não quero fazer comentários sobre o segundo tempo. Viram o vermelho? Eu estava no tablet a ver o Ocean's Eleven [filme de ladrões]. Não vi o jogo, só o filme.»
Já nesta segunda-feira, recorrendo às redes sociais, os rio-avistas deram continuidade as críticas à equipa liderada por Gustavo Correia, queixando-se de três amarelos por mostrar a jogadores gilistas (Joelson aos 9’, Andreas Lausen aos 21’ e Zé Carlos aos 78’), dois penáltis por assinalar (de Buatu sobre Ntoi aos 22’ e sobre Tamble Monteiro aos 43’) e do vermelho «mal exibido» a Ntoi aos 47’, que o técnico grego considerou ter sido «decisivo» para o desfecho do resultado.
«Assim fica difícil…», começou por lamentar o emblema da Caravela, queixando-se de que o campeonato ainda agora começou e já foram dados os «primeiros sinais» (sem mais detalhe).
Ainda assim, os nortenhos afirmam continuar a «acreditar na arbitragem, nos profissionais e na transparência», embora considerem que todos terão «de contribuir».
Leia a comunicação na íntegra
Primeira jornada, primeiros sinais.
Em Barcelos, ficou difícil compreender a dualidade de critérios e a facilidade com que o Rio Ave foi penalizado em situações que, do outro lado, mereceram diferente interpretação.
Controlamos o nosso trabalho, a nossa entrega e os nossos erros. Os fatores externos não dependem de nós. É apenas o início. Mas queremos acreditar que haverá equilíbrio e o mesmo critério para todos. Continuamos a acreditar na arbitragem, nos profissionais e na transparência, mas sozinhos será mais difícil… temos todos de contribuir.»
De recordar que Gustavo Correia foi sancionado, no dia 7 de julho, pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol com castigo de repreensão, por violação dos «deveres de exatidão, rigor e verdade».
Em causa, estiveram acusações falsas contra Mário Branco (diretor geral do Benfica), sobre alegadas ameaças físicas, no relatório do encontro entre encarnados e Famalicão (2-2) da 32.ª jornada do campeonato passado, desmentidas através de imagens de videovigilância.
O árbitro só reconheceria na pronúncia dos autos que «Mário Branco não foi um dos elementos afastados pelos elementos da força policial e assistentes de recinto desportivo, admitindo ter incorrido em lapso quanto à sua identificação».