O tridente que sustenta a liderança portista (foto: Catarina Morais/Kapta+)
O tridente que sustenta a liderança portista (foto: Catarina Morais/Kapta+)
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O triângulo que desequilibra a Liga

Enquanto Benfica e Sporting vão escorregando à retaguarda, o FC Porto continua a fazer desaparecer opositores no triângulo formado por Diogo Costa, Bednarek e Kiwior

As análises à supremacia renovada do FC Porto na Liga tendem a incidir muito na baliza. Não só por causa do rendimento sublime de Diogo Costa, mas também pelo comparativo com quem vai guardando as redes de Benfica e Sporting.

Essa interpretação parece, por estes dias, tão inevitável quanto simplista. Para entender a diferença entre candidatos é preciso alargar essa análise também aos centrais, tal como mostrou a última jornada. Não só por aquilo que se passou no clássico, mas também em Alvalade, onde o Sporting voltou a deixar fugir uma vantagem, desta vez frente ao louvável Arouca de Vasco Seabra. Se a expulsão de Debast deixou Rui Borges em apuros, Eduardo Quaresma protagonizou erros que pertenceram a Gonçalo Inácio em semanas anteriores.

O Benfica saiu do Dragão a lamentar sobretudo o gesto irrefletido do experiente Clément Lenglet, embora a equipa de Marco Silva já estivesse em desvantagem no marcador, algo que não tinha feito por merecer até então. O golo de Gabri Veiga evidenciou a dificuldade de Samuel Soares nas saídas/manchas, que já tinha ficado exposta sete dias antes, no golo apontado por Héctor Hernández na visita do Gil Vicente à Luz. Mais tarde ficou também evidente a evolução que o jovem guarda-redes precisa fazer no controlo da profundidade, sobretudo no lance do mau atraso de Alessandro Circati, que Samu até resolveu depois, mas que podia ter evitado (mais cedo) se estivesse fora da área quando a bola foi despachada para o seu meio-campo.

Mas, lá está, a comparação entre rivais não pode ficar limitada à diferença abismal na baliza, até porque os erros logo adiante não ficaram limitados a Lenglet. Circati não conseguiu transmitir estabilidade, dentro do contexto difícil em que teve de ser lançado no jogo, e Tomás Araújo reincidiu em erros que atrasam a evolução esperada. No primeiro golo do FC Porto o internacional português tem os apoios completamente virados para a frente, para o distante portador da bola, quando Gabri e Froholdt já faziam o movimento para furar a linha defensiva do Benfica, e da fotografia dos outros dois tentos portistas também não saiu propriamente bem.

Talvez a diferença esteja mais no momento do que na qualidade individual, mas enquanto Benfica e Sporting vão escorregando, à retaguarda, o FC Porto vai fazendo desaparecer opositores com aquele triângulo formado por Diogo Costa, Bednarek e Kiwior.

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