Jorge Jesus: «Há jogadores que conseguem fazer melhor, mas estou satisfeito»
Jorge Jesus estreou-se com uma vitória no comando da Seleção Nacional. Portugal bateu o País de Gales por 1-0, em Alvalade, e, apesar de reconhecer que há aspetos a melhorar, o novo selecionador ficou satisfeito com a resposta da equipa no primeiro jogo da nova era.
Questionado se o resultado tinha sido melhor do que a exibição, Jesus não concordou. «Gostei das duas coisas. O resultado é sempre importante, porque toda a gente analisa o resultado. Eu analiso o resultado, mas analiso também a organização defensiva da equipa, por exemplo. O País de Gales hoje fez um remate à baliza. Um remate. Defensivamente, a equipa conseguiu segurar esta vitória. Foi importante não sofrermos, porque estamos sempre mais perto de vencer. Individualmente, há jogadores que conseguem fazer melhor, mas, naquilo que interessa, que é a ideia de jogo, para o primeiro jogo, estivemos bem», começou por dizer, à RTP.
Jorge Jesus reconheceu, contudo, que Portugal demorou a encontrar o caminho para ultrapassar a organização do País de Gales e explicou a razão para a constante intervenção junto aos jogadores. «É normal. É preciso é que eu perceba o que está a acontecer. Jogámos contra uma equipa forte defensivamente, que não deixou criar espaços e, quando jogas contra estas equipas, não podes estar longe do portador da bola. Eu estava a dizer-lhes para se aproximarem mais, para podermos jogar.»
O selecionador admitiu ainda que o início da partida não correu como esperava. «Nos primeiros 15 minutos, a equipa não entrou bem. Pensávamos que o adversário ia jogar em 4x3x3 e baralhou a pressão do João Félix, do Rúben Neves e do Vitinha. Depois, percebemos que eles estavam a jogar como nós, em 4x4x2, e a equipa conseguiu entrar dentro do jogo.»
A substituição de Cristiano Ronaldo, a cerca de 25 minutos do final, foi também explicada por Jorge Jesus. O selecionador garantiu que não se tratou de uma decisão previamente definida, mas sim de uma resposta ao que estava a acontecer em campo. «Foi o que o jogo ditou. Faltavam 25 minutos, eu precisava de um jogador fresco para pressionar. Poderia não ter, tecnicamente, a qualidade do Cristiano, mas sabia que o Gonçalo nos ia dar velocidade defensiva. Foi o que ele fez. Estou satisfeito com a equipa.»
Já à Sport TV, explicou a posição de Bruno Fernandes, que jogou mais descaído para o lado esquerdo. «Cada jogo tem uma história. Com o Ruben Amorim, ele jogava assim. É um lugar que ele conhece perfeitamente. A única diferença é que, a defender, tem que baixar mais. Podia ter sido melhor com bola, a equipa precisava mais dele.»
Sobre que aspeto vai trabalhar esta semana, respondeu: «O processo tem várias ideias. Aquela que mais me preocupa é a defesa. Foi isso que trabalhámos no treino.»