Primeiro reforço de inverno custa €14 milhões ao Sporting
Luís Guilherme é mesmo o primeiro reforço de inverno do Sporting. A administração do emblema verde e branco vai investir no imediato 14 milhões de euros para contratar o extremo brasileiro de 19 anos ao West Ham, numa operação que no entanto pode inflacionar em 3 milhões de euros, para os 17 milhões. O entendimento está alcançado, o processo na fase final da troca de documentação.
É uma aposta para o imediato mas também a pensar no futuro, tal como Rui Borges sempre tem feiro questão de assinalar quando questionado sobre a janela de transferências de janeiro. O treinador nunca se alonga muito nas respostas a questões de mercado mas garante que neste particular os leões olham muito para o futuro...
A contratação de um (ou até dois) extremo foi cedo assumida como prioridade da SAD do Sporting para o mercado que abre agora. Luís Guilherme, brasileiro por quem o West Ham pagou 23 milhões de euros aos Palmeiras em julho de 2024, foi um dos alvos identificados e o processo acelerou nas últimas horas do ano velho e mais ainda nas primeiras do novo, com o jogador a estar praticamente fechado pelos leões.
Em ano e meio nos hummers, Luís Guilherme somou apenas 18 participação em jogos da equipa — 13 foram na temporada passada e apenas cinco esta época, só um a titular, com total de 121 minutos, todos na Premier League. O emblema inglês, apesar de tudo, acreditava ainda nas potencialidades de um jogador em evolução, jovem, com muita margem de crescimento e que no Brasil, a par de Endrick no Palmeiras, muito prometeu. Por isso, após primeira abordagem leonina, os londrinos mostraram não querer ir além dum empréstimo. O Sporting contrapôs com cedência mas com cláusula de compra na ordem dos 15 a 18 milhões de euros.
O processo avançou, depois recuou, mas acelerou outra vez e nas últimas horas o entendimento foi alcançado. Vão ser então os 14 milhões, um milhão abaixo do valor mínimo que tinha sido equacionado na primeira tentativa, mais 3 milhões em bónus, para um possível total de 17 milhões de euros, também um milhão menos do que o teto máximo antes programado. Mesmo contando com os bónus, não chega aos 20 milhões que já tinham sido apontados para esta operação.
Uma vez trocada toda a documentação, Luís Guilherme terá autorização para viajar para Lisboa, onde vai fazer exames médicos e depois assinar um contrato que deve ser de quatro épocas e meia, ou seja, o que falta da atual mais as restantes até 2030. A cláusula de rescisão deverá andar na casa dos 80 milhões.
Cláusula a garantir percentagem em futura venda deve também garantir o West Ham neste processo.
Mais um reforço para a posição
Numa altura em que Pedro Gonçalves e Geovany Quenda estão lesionados e em que Geny Catamo está ao serviço da seleção de Moçambique na Taça das Nações Africanas (CAN), era urgente a contratação do extremo mas no caso de Luís Guilherme a ideia vai além do imediato, aposta de futuro num jovem promissor, mais ainda quando Quenda parte para o Chelsea na próxima temporada — ficou esta época no leão por empréstimo dos ingleses, que adquiriram o passe do jogador em março de 2025 por 52,1 milhões de euros.
Ainda assim, Luís Guilherme, que pode jogar nas duas alas mas é efetivamente um extremo-direito canhoto, não trava a prioridade leonina de conseguir mais um reforço para a posição, extremo de pé direito para jogar a partir da esquerda, um perfil há muito definido mas que tarda em ser contratado. Um jogador que continua a preencher o imaginário da administração verde e branca, que o quer ver realidade — Yeremay Hernández, do Corunha, é há muito o alvo mas o Depor, a lutar por voltar a La Liga, não está vendedor e no último verão recusou os 25 milhões de euros mais 5 milhões em bónus que os leões propuseram. Agora, os verdes e brancos precisam de ir além dos €40 milhões e mesmo assim sem garantia de venda por parte do clube galego, que está muito bem de saúde desportiva e… financeira.
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