Rui Borges sobre lesões: «É uma oportunidade para quem vai jogar»
Entre os vários assuntos abordados em entrevista concedido ao canal televisivo do clube, Rui Borges abordou a questão das lesões que têm assolado o plantel, por exemplo desde que assumiu o comando técnico dos leões ainda não contou con Nuno Santos.
«Lido de forma positiva. Olho para os contratempos ou para as coisas menos positivas de forma positiva. É uma oportunidade de mudar algo, de dar oportunidades a outros, de acrescentar algo ao nosso grupo, de tornar cada vez mais forte. Há um sentimento de que todos são importantes, por isso, olho sempre de forma muito positiva para esses contratempos, enquanto líder compete-me a mim, e à minha equipa técnica, fazer-lhes acreditar que são importantes e que têm muita qualidade, todos eles, por isso é que estão no Sporting, estão num grande clube, são bicampeões, se estão aqui é lhe reconhecida qualidade para aqui estar», realçou.
A grande virtude desta equipa é poder mexer nas diferentes peças, seja por obrigação ou por opção, e não sentir diferenças de rendimento
E prosseguiu: «Por isso, olho sempre de uma forma de oportunidade para quem vai jogar, uma forma de acrescentar algo diferente, até para o futuro, para tornar a equipa mais capaz, mesmo de forma estratégica com aquilo que será ao longo da época as equipas que vamos encontrando, não fugindo da nossa ideia, mas com jogadores diferentes, acrescentar coisas diferentes e tornar-nos mais capazes para ultrapassar as dificuldades dos adversários que vamos encontrar.»
«E a grande virtude desta equipa é poder mexer nas diferentes peças, seja por obrigação ou por opção, e não sentir diferenças de rendimento», acrescentou.
Algo que Rui Borges não escondeu ser uma sonho para qualquer treinador: «Acho que o melhor que nos pode acontecer é olhar e ver a equipa toda ligada, capaz. Mesmo quando falta alguém, olho para eles e além daquilo que eles dão individualmente na posição que jogarem e de acrescentarem coisas diferentes do que o jogador que não pode dar o contributo, acho que eles ainda dão mais um bocado, até para estar, às vezes, ao nível do colega que não está presente e jogam por ele também um pouco.»
É um grupo muito próprio. Tem uma amizade muito própria, alegria e entreajuda muito próprias. Olho e vejo os jogadores que estão adaptados, ou não numa outra posição, corresponderem
Continuando com os elogios: «Por isso é que digo que é um grupo muito próprio. Tem uma amizade muito própria, alegria e entreajuda muito próprias. Olho e vejo os jogadores que estão adaptados, ou não numa outra posição, corresponderem, primeiro porque acreditam muito neles, depois porque o treinador acredita muito neles, que são capazes de dar contributo ali.»
«Em último caso acho que eles até, pelo colega que está em falta, que não pode dar o contributo, querem responder e querem corresponder porque quando o colega jogou a equipa esteve num nível elevado, tenho de manter a equipa neste nível e estar ao nível do meu colega. É esse sentimento que eu fico muitas das vezes», finalizou.