Paulo Fonseca a festejar com os adeptos do Lyon a 13.ª vitória consecutiva
Paulo Fonseca a festejar com os adeptos do Lyon a 13.ª vitória consecutiva - Foto: IMAGO

Paulo Fonseca sente que «é possível» quebrar a seca de títulos do Lyon

Franceses vão numa série de 13 vitórias consecutivas e precisam de mais uma para igualar o próprio recorde, o que leva ao técnico português a ambicionar conquistar o primeiro título do clube em mais de uma década

Numa entrevista ao clube, Paulo Fonseca falou sobre a sua época no Lyon e o momento atual da equipa, que segue numa série de 13 vitórias consecutivas em todas as competições, a apenas uma vitória de igualar o melhor registo da história do clube (em 2006/07). A equipa do técnico português é, atualmente, terceiro classificado na Ligue 1, terminou a fase de liga da UEFA Europa League no topo, apurando-se diretamente para os oitavos de final, e vai disputar os quartos de final da Taça de França a 5 de março frente ao Lens.

O treinador luso revelou as suas influências e o sentido de obrigação de jogar um futebol ofensivo e bonito, confessando ainda a vontade de conquistar um título pelo Lyon. «Gosto de ter a bola, de dominar o jogo e de criar uma forma de jogar que as pessoas apreciem. Como treinador, sinto que temos a obrigação de proporcionar um bom espetáculo. As pessoas vêm ao estádio para ver coisas bonitas e eu tento sempre criar isso», começou por dizer, mencionando o nome de Guardiola.

«Não sou resultadista, não sou alguém que ganha e fica sempre satisfeito só porque ganhou. O processo é importante. Não é só ganhar, é a forma como se ganha. É a minha maneira de estar no futebol. Gosto muito de dominar o jogo, de ter a bola, de criar situações para finalizar. Sou um treinador ofensivo, podemos dizer assim. Mas também gosto muito das partes estratégicas e táticas do jogo. Não sei se tenho um modelo específico, mas evoluí a observar treinadores de que gosto muito, como Pep Guardiola, que para mim é um treinador diferente em todos os momentos e que tenta sempre evoluir. Talvez seja a minha principal referência», revelou.

Paulo Fonseca recordou também as passagens em clubes portugueses para dar o exemplo. «O importante, seja no Paços de Ferreira, no SC Braga ou aqui, é criar uma identidade clara e uma forma de jogar fácil de identificar. Quero também fazer evoluir os jogadores. Sinto que podemos fazer algo especial, como já fiz noutras equipas», atirou, afirmando que a sua ambição é conquistar um título, algo que não acontece desde 2012/13 (Supertaça de França).

«Sinto que é possível, mas é muito difícil. A Ligue 1 é extremamente competitiva. No entanto, acredito muito neste grupo, na ambição e na forma como trabalham. Não sei em que competição, mas podemos ser uma surpresa. Começámos a época com limitações, mas estamos num bom momento e acredito que podemos surpreender no final», explicou, lembrando as dificuldades financeiras e as muitas saídas de jogadores de peso no plantel na pré-temporada.

Por fim, voltou a elogiar Endrick, a maior contratação do mercado de inverno. «O grupo percebeu que o Endrick é um jogador especial. Está muito bem integrado e todos gostam dele. Precisamos do melhor Endrick, mas ele também precisa do grupo. Tem 19 anos e é muito mediático. Tenho de o ajudar a lidar com isso», concluiu.