Onda de calor: aviso vermelho prolongado até domingo em mais de metade do país
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) anunciou esta quinta-feira o prolongamento do aviso vermelho, o mais grave, até domingo, abrangendo dez distritos do litoral e do interior sul de Portugal continental. Esta medida surge num período em que se esperam temperaturas máximas que podem atingir os 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
De acordo com o IPMA, o aviso vermelho está hoje ativo nos distritos de Portalegre, Évora, Beja, Santarém e Lisboa. Contudo, os dois últimos distritos verão o nível de alerta descer para laranja a partir das 23:00 de sexta-feira.
Já na sexta-feira, o alerta máximo por calor intenso será aplicado a dez distritos: Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora e Beja. Para todos estes, o aviso vermelho manter-se-á em vigor até às 06:00 de domingo.
Em resposta a esta onda de calor, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu na quarta-feira um conjunto de recomendações dirigidas aos municípios, destacando o seu «papel de proximidade essencial» na proteção das populações. Entre as medidas sugeridas está a identificação e monitorização das pessoas mais vulneráveis, através de contactos preventivos e visitas domiciliárias.
A DGS aconselha ainda as autarquias a criarem «zonas de arrefecimento», ou seja, locais de abrigo temporário climatizados, e a garantirem o acesso a água potável, nomeadamente através do bom funcionamento dos bebedouros públicos. Recomenda-se também o alargamento dos horários de funcionamento de espaços como bibliotecas e piscinas.
No que toca aos espaços públicos, a DGS sugere o reforço de zonas de sombra, a instalação de estruturas temporárias de arrefecimento e a adaptação dos horários de trabalho para atividades municipais realizadas no exterior.
Foi igualmente sublinhada a necessidade de uma coordenação permanente entre os municípios, as autoridades de saúde locais, os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa e as instituições da Segurança Social. Em paralelo, os hospitais já ativaram o nível mais baixo dos seus planos de contingência para fazer face à situação.