Mundial
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«Não é de agora que escolho Cabo Verde»
Neste excerto da entrevista a A BOLA, Iuri Tavares fala da seleção de Cabo Verde. Do orgulho que sente ao ver a campanha dos Tubarões Azuis no Mundial 2026, e da motivação crescente para integrar a equipa treinada por Bubista. Nascido em Lisboa, mas com ascendência cabo-verdiana, o avançado de 25 anos já jogou um particular pela seleção africana, mas só recentemente viu concluído o processo de obtenção do passaporte. Valorizado pela excelente campanha ao serviço do Varazdin, da Croácia, na última época, o jogador formado no Benfica espera conquistar um lugar na seleção depois do Campeonato do Mundo.
Já jogou um particular por Cabo Verde. Está encantado com os Tubarões Azuis?
Tem sido espetacular. Estão a conseguir demonstrar que têm qualidade. E lá está, o futebol é sobre oportunidades. Toda a gente subestimava Cabo Verde e tem demonstrado capacidade para estar lá no alto nível. Sinceramente, não estou surpreendido com o que está a acontecer porque eu conheço alguns jogadores e têm muita qualidade. Têm qualidade para representar grandes clubes e vão jogar em breve, depois deste mundial aqui, acredito. Estou muito feliz por Cabo Verde porque eu nasci em Portugal mas a minha família é de Cabo Verde e é um orgulho enorme, deixa o povo muito feliz e espero que continue assim.
O Iuri até defrontou o Messi quando jogava nos Estados Unidos. É possível Cabo Verde eliminar esta Argentina de Messi, campeã mundial?
Ninguém diria que empataríamos com a Espanha, ninguém diria que fossemos passar da fase de grupos. Ninguém diria. Então isto demonstra que temos de acreditar. Joguei contra o Messi e ele pode fazer tudo, consegue tudo a qualquer momento, a qualquer instante muda o jogo, consegue dar a vitória. Vai ser um jogo muito, mas muito difícil. Mas temos de sonhar, acreditar. Por vezes seleções muito grandes ficam para trás, acontece seleções muito grandes nem passarem da fase de grupos. Também vai ser muito difícil para a Argentina, porque Cabo Verde tem demonstrado muito bem como defender. Contra a Espanha só fizeram uma falta durante o jogo todo, não houve jogo feio, não houve queimar tempo, não houve nada dessas coisas. Foi defender com qualidade. Então acredito que também vá ser difícil para eles. É sonhar.
Agora já tem o processo do passaporte concluído. Esta prestação de Cabo Verde dá ainda mais motivação para entrar neste grupo pós-Mundial?
Claro! Mas sempre foi um objetivo, porque eu lembro-me que nos sub-18 ou sub-19 já tinha escolhido Cabo Verde. Eu joguei dois jogos amigáveis pela seleção de Cabo Verde contra Portugal. Então não é de agora que eu escolho Cabo Verde, sempre foi um objetivo. Houve alguns problemas para fazer o passaporte, mas graças a Deus está feito. Para mim é um orgulho representar Cabo Verde, pois estou a representar toda a minha família, e isso deixa-me orgulhoso
E a ideia é jogar o Mundial 2030 por Cabo Verde, em Portugal?
Ah, com certeza!