Anatoliy Trubin e Sudakov, colegas ucranianos do Benfica
Anatoliy Trubin e Sudakov, colegas ucranianos do Benfica - Foto: IMAGO

«Sudakov é muito especial e a segunda época no Benfica será melhor»

O diretor desportivo do Shakhtar, Darijo Srna, deixa muitos elogios ao médio e assume que o clube está atento à situação de Trubin, e nem é pelos 40% de mais-valia que os ucranianos têm do guarda-redes

Facundo Ferreyra, Pedrinho, David Neres, Trubin e Sudakov. Benfica e Shakhtar parecem ter uma ponte que os une, tendo em conta as transferências entre os dois clubes nos últimos anos. E grande parte delas têm um nome em comum: Darijo Srna, lenda do clube ucraniano que depois de deixar os relvados assumiu o cargo de diretor-desportivo.

O antigo internacional croata participou ativamente nas transferências mais recentes entre os dois clubes e, em declarações a A BOLA, fala sobre Trubin e Sudakov, deixando uma crença sobre o médio que teve uma primeira época irregular de águia: os adeptos benfiquistas ainda vão ver a melhor versão do número 10.

«Acho que o Heorhii [Sudakov] teve uma primeira metade de época positiva. Mudar-se para o Benfica não é fácil. É um clube enorme, com muita pressão, expectativa e um ambiente exigente. Mas ele tem personalidade, inteligência, técnica e coragem para jogar sob pressão», elogia, antes de referir que um ano em Portugal vai fazer diferença no rendimento.

«Acredito que a sua segunda temporada pode ser ainda melhor porque estará mais adaptado ao clube, à liga e ao país. Porque o Benfica tem ali um jogador muito especial», assegura.

«Se sair, Trubin irá para clube de topo»

Se para Sudakov é expectável que a chegada de Marco Silva seja positiva, tendo o médio merecido até uma referência individual elogiosa na apresentação do técnico, o futuro de Trubin é ainda uma incógnita, uma vez que tem interessados e o Benfica não lhe fechará a porta caso surja uma boa oportunidade de negócio.

Ora, o Shakhtar é parte interessada, tendo em conta que o tem direito a 40 por cento de uma mais-valia em caso de transferência do guardião que custou 10 milhões de euros.

Essa era uma razão mais do que suficiente para o clube ucraniano se manter atento ao guarda-redes. E Srna garante que essa atenção existe, mas nem é apenas por razões económicas.

«Acompanhamos sempre o Anatoliy porque ele é um dos nossos rapazes. Cresceu no Shakhtar, tornou-se um jogador importante para nós e estamos orgulhosos do que ele está a fazer no Benfica. Naturalmente, o Shakhtar também tem um interesse financeiro, mas o mais importante é a carreira dele. Ele tem qualidade e mentalidade para jogar ao mais alto nível. Se um dia sair do Benfica, deve ser para um clube de topo mundial e para dar um passo muito importante», realça.

Numa época em que os ucranianos vão voltar à Champions, fruto do título reconquistado ao rival Dínamo Kiev, Srna assume também que há uma atenção constante ao campeonato português e não apenas às águias.

«Claro que temos uma relação forte com o Benfica. O Trubin e o Sudakov são dois exemplos dessa ligação. Mas Portugal é sempre um mercado interessante para o Shakhtar. É um país com excelentes clubes, um scouting muito bom, grandes academias e jogadores com um nível técnico elevado», elogia.

O mercado dirá se volta a ser ativada a ponte.

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