Cabo Verde ganhou os dois particulares antes da Espanha
Cabo Verde está a participar no primeiro Mundial da sua história - Foto: IMAGO

Mundial: Cabo Verde e mais 12 países 'revoltam-se' com palavras de presidente da UEFA

Num comunicado conjunto, 13 federações rejeitaram as críticas de Alexander Ceferin ao Mundial alargado, defendendo que «o futebol não pertence a um grupo seleto de nações»

Treze seleções apuradas para o Mundial 2026 divulgaram um comunicado conjunto a reagir às recentes declarações de Aleksander Ceferin. O presidente da UEFA tinha sugerido que a expansão do torneio poderia originar encontros «desinteressantes» e a resposta não tardou. Cabo Verde, Curaçau, Uzbequistão, RD Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, África do Sul e Costa do Marfim assinaram uma posição conjunta onde expressam «profunda deceção» pelas palavras do dirigente esloveno.

«Respeitosamente, mas com firmeza, rejeitamos estes comentários», começa por referir o comunicado. «Para Cabo Verde, Curaçau e Uzbequistão, a qualificação para o Campeonato do Mundo representa uma conquista histórica e a concretização de um sonho partilhado por gerações. Para nações como RD Congo e Haiti, regressar ao maior palco do futebol após uma longa ausência tem um significado especial para milhões de adeptos que esperaram anos, e em alguns casos décadas, por este momento.»

Os signatários consideram que as palavras de Ceferin desvalorizam o percurso realizado por estas seleções para chegar à competição: «Sugerir que estes jogos são de alguma forma menos importantes é profundamente dececionante e falha em reconhecer os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, dirigentes e adeptos de todo o mundo.»

«Por detrás de cada qualificação estão anos de trabalho e investimento. Por detrás de cada seleção estão comunidades inteiras e milhões de pessoas que veem o futebol como uma fonte de orgulho, esperança e união.»

As federações defendem, ainda, que o futebol não pode ser encarado como um espaço reservado às potências tradicionais. «O futebol não pertence a um grupo seleto de nações. A sua força vem da sua universalidade. O Campeonato do Mundo é a maior competição do planeta precisamente porque reúne diferentes culturas, diferentes histórias e diferentes percursos futebolísticos.»

«Para muitos países, participar num Campeonato do Mundo não é apenas uma conquista desportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias que duram toda a vida.»

«Acreditamos que cada nação qualificada merece respeito. Cada equipa conquistou o seu lugar por mérito. Cada adepto tem o direito de sonhar. Cada jogo tem significado para milhões de pessoas em todo o mundo.»

Por isso, as federações concluem rejeitando formalmente as palavras do presidente da UEFA e defendendo a continuação do crescimento global da modalidade. «Rejeitamos os comentários do presidente da UEFA e reafirmamos a nossa convicção de que o crescimento do futebol deve continuar a criar oportunidades, inspirar novas gerações e fortalecer a natureza verdadeiramente global do nosso jogo. Cada equipa qualificou-se por mérito. Cada jogo importa.»

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