Missão impossível do Vitória de Guimarães por reforço sonante
A informação do interesse da SAD do Vitória de Guimarães no regresso de Tiago Silva correu célere na noite desta quarta-feira e animou ainda mais as centenas de adeptos que compareceram na Plataforma das Artes e da Criatividade para testemunharem a apresentação pública dos plantéis masculino e feminino dos conquistadores para 2026/27.
Como A BOLA também deu conta, a estrutura dos vimaranenses abriu portas à possibilidade de voltar a contar com o experiente médio, que, recorde-se, deixou o castelo nem há um ano, em setembro passado (tinha mais um ano de contrato com o Vitória), para representar o Al-Rayyan, do Qatar, então orientado pelo português Artur Jorge, e era um dos capitães de equipa.
Já depois da saída, foi um dos jogadores visados pelo então presidente dos vimaranenses, António Miguel Cardoso, quando este quis justificar a razia nos pesos-pesados do balneário, casos também de Bruno Varela, Bruno Gaspar ou Borevkovic, e acabou por apelidá-los de «vaidosos», não ficando sem resposta.
Virada a página com as eleições que colocaram Rui Rodrigues na cadeira do poder no Castelo, e assegurada a contratação de Tiago Margarido para suceder a Gil Lameiras como treinador da equipa principal, o mercado do Vitória tem andado longe de ser palpitante, condicionado pelas limitações financeiras, e a estrutura identificou a necessidade de aportar mais experiência ao grupo, sendo nesse contexto que foram, então, abertas as portas a eventual regresso de Tiago Silva.
No entanto, segundo A BOLA apurou esta quinta-feira, o desejo da SAD é de concretização... impossível. Foi apenas isso, um desejo, que nesta altura não tem quaisquer pernas para ser materializado. E é fácil de perceber porquê.
Tiago Silva assinou por dois anos com os cataris e fez contrato muito superior em termos financeiros ao que tinha ao serviço do Vitória, no qual era um dos jogadores com o vencimento mais elevado, precisamente o principal motivo que levou à saída de Guimarães. Tendo mais um ano de contrato com o Al-Rayyan, e sendo de todo impossivel Tiago Silva regressar ao futebol luso e ao Vitória com as mesmas condições financeiras, negociar a rescisão do contrato está fora de questão, o esforço do Vitória também teria de ser demasiado grande e não seria suficiente e, assim sendo, o regresso de Tiago Silva este verão, no atual contexto, é impossível perante o inevitável prejuízo financeiro que causaria ao médio.
Mas no próximo verão, depois de terminado o contrato com o Al-Rayyan, ao serviço do qual, na época passada, foi o quinto jogador mais utilizado (25 partidas, dois golos e cinco assistências), então sim, talvez o regresso se possa dar, se as portas se mantiverem abertas.