Presidente dos leões falou à comunicação social antes do arranque dos trabalhos da Assembleia Geral

Se a 1.ª jornada fosse hoje o Sporting jogava assim (fotos)

Três reforços com entrada direta na equipa titular e a braçadeira com novo dono no jogo com o E. Amadora. Fresneda no lugar do castigado Maxi Araújo e Flávio Gonçalves a ganhar lugar de Pote por mérito próprio

Vão-se os anéis, ficam os dedos, este ditado popular assenta na perfeição na realidade do Sporting. O defeso levou de Alvalade algumas das peças fulcrais dos últimos anos, num processo que, segundo o presidente Frederico Varandas, estava previsto.

«Não é uma nova era. Este mercado foi pensado e planeado com muito tempo. O objetivo deste mercado não é apenas esta época, mas sim ir buscar um grupo base para as próximas três épocas. Insubstituível só o Sporting», realçou, há uma semana, no dia da apresentação da equipa ao sócios, que culminou na conquista do Troféu Cinco Violinos, após vitória frente ao Mónaco, com golos de Rafael Nel e Jesse Derry (2-0).

Confirmadas as saídas de Hjulmand, Morita e Trincão, com Diomande e Pedro Gonçalves também na porta de saída, é grande a curiosidade sobre a equipa que vai dar o pontapé de saída na época 2026/2027, na próxima semana, diante do E. Amadora. Pois bem, A BOLA apresenta-lhe o provável primeiro 11 oficial da temporada.

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Rui Silva continua a ser o dono da baliza. O internacional português, de 32 anos, tem contrato válido até 2028 e a total confiança da estrutura e da equipa técnica. O quarteto defensivo tem de sofrer ajustes: Eduardo Quaresma assume lugar no eixo central posicionando-se ao lado de Gonçalo Inácio — o novo dono da braçadeira de capitão — embora o jovem Eduardo Felicíssimo tenha dado mostras da sua valia na pré-época, aproveitando o facto de Diomande, Gonçalo Inácio e Debast terem gozaram período de férias mais tardio face às presenças no Mundial, tendo estado seguro e imperial nos duelos aéreos.

Nas laterais, Vagiannidis ocupar-se-á da direita para que Fresneda se mude para esquerda, uma vez que, recorde-se, Maxi Araújo vai cumprir um jogo de castigo, na sequência da expulsão na final da Taça de Portugal, jogo em que os leões perderam com o Torreense (1-2, no prolongamento).

Há ainda Rodrigo Dias para ocupar a posição, o jovem de 19 anos já se estreou na pré-época, tendo rendido Ricardo Mangas — entretanto cedido aos italianos do Monza — na goleada imposta ao Celtic (4-1), mas ainda não está rotinado.

Sangue novo no miolo

A maior mudança na equipa leonina acontece no meio-campo. Sem as referências das última temporadas — Morten Hjulmand e Morita —, Rui Borges estreia dois reforços diretamente no 11: Altimira e Issa Doumbia. O espanhol, de 24 anos, recrutado ao Betis, assume as despesas da primeira fase de construção, oferecendo critério e serenidade na saída de bola e, depois de ter cumprido 90 minutos diante do Mónaco, mostrou-se à vontade com o desafio: «Estou acostumado com pressão desde que tinha nove anos. Gosto de jogar com esta pressão, senão não estaria aqui.»

Ao lado terá Issa Doumbia para garantir solidez defensiva e agressividade na pressão alta, fazendo-se valer da boa componente física.

Juventude ao poder

No que respeito à linha atacante, nas alas a velocidade é palavra de ordem. Geny Catamo, com a irreverência habitual no corredor direito — sem descurar o facto de Luís Guilherme estar a morder os calcanhares ao moçambicano, tendo dado excelentes indicações nos jogos de preparação —, enquanto o jovem Flávio Gonçalves tem aproveitado cada oportunidade na esquerda para agitar o jogo e duelos interessantíssimos no um para um, garantindo a vertigem ofensiva pretendida por Rui Borges.

A saída de Pedro Gonçalves está iminente e a contratação de Irankunda continua em fase negocial com os ingleses do Watford. No meio, mais uma entrada direta de um reforço: Rodrigo Zalazar. O herdeiro de Trincão ficou-lhe com o número 17 e também a posição nas costas do ponta de lança.

O uruguaio, não sendo um tecnicista como o antecessor, traz verticalidade e transporte que o treinador quer, funcionando como principal elo de ligação ao ataque onde, claro, Luis Suárez está de pedra e cal, com concorrência de Rafael Nel (não tem acusado a pressão do palco e mostrou boas referência) e Ioannidis, recuperado de um problema ligamentar no joelho, que na última época o levou a várias paragens.

Rui Borges já se pronunciou sobre as mudanças, mostrando-se satisfeito com o plantel que tem: «Agradecer a quem passa. Agora é olhar para a frente, fazer crescer quem chegou e continuar um Sporting forte, de crescimento e acima de tudo vitorioso.»

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