Miguel Oliveira: «Acho que o pneu traseiro ficou todo na pista»
Nicolò Bulega e Iker Lecuona foram os únicos pilotos mais rápidos do que Miguel Oliveira na segunda ronda do Mundial de Superbikes, em Portimão. Após a Corrida 2 deste domingo, o Falcão disse que não podia ter dado mais no alcatrão algarvio.
«Não tinha muito mais para dar, deixei tudo na pista. Acho que o pneu todo traseiro também ficou lá na pista. Foi a corrida possível», começou por dizer na Sport TV, destacando as dificuldades que atravessou: «Senti-me um bocadinho pior hoje à tarde do que ontem, não sei se devido às condições estarem ligeiramente diferentes. Sentia muito menos aderência atrás, isso dificultou-me um bocadinho a vida.
Ganhar a luta acérrima com Alex Lowes pelo 3.º lugar (o inglês ficou a 169 milésimas do português) também foi destacado pelo português. «Quando comecei a baixar para o segundo 41 [1:41 minutos por volta], estava completamente na reserva. Mas conseguimos trazer este pódio, foi um passo positivo, agora fico expectante do que se possa seguir», disse.
Fim de semana quase perfeito
Oliveira afirmou à DAZN que esta ronda foi «80%» perfeita, devido ao desempenho das Ducati. «Só dava mais para dois lugares acima para ser um fim de semana perfeito», afirmou, reforçando que a luta nunca seria apenas com Bulega e Lecuona.
«Como previ hoje de manhã, ia ser uma corrida muito dura à tarde, não estava só a contar com as motas da Ducati, mas também com o Alex Lowes, ele estava muito forte, mesmo no final da superpole esta manhã. No final consegui fazer voltas mais limpas, sem erros e cavei um fosso. O fosse não era muito grande, era sempre ali de três, quatro décimas, mas foi o suficiente para ficar em 3.º, o que me deixa animado e expectante para as próximas corridas», concluiu.
Miguel Oliveira, que agora ocupa o 4.º lugar do Mundial de pilotos, volta à ação na ronda neerlandesa em Assen, a realizar-se entre 17 e 19 de abril.
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