Momento de moeda ao ar no sorteio da marcação de penáltis entre Argentina e Países Baixos no Mundial 2022, no Qatar - Foto: IMAGO
Momento de moeda ao ar no sorteio da marcação de penáltis entre Argentina e Países Baixos no Mundial 2022, no Qatar - Foto: IMAGO

FIFA meteu na gaveta o sorteio único nos penáltis

FIFA quis mudar a regra mas não foi a tempo. Não quer que uma equipa possa ser beneficiada se puder escolher o campo e a sequência dos batedores

A FIFA voltou atrás na intenção de mudar o sorteio para o desempate de penáltis para apenas um e não os habituais dois. De acordo com a BBC, a ideia não foi por diante a tempo e optou-se por manter o enquadramento tradicional pouco antes do Canadá-África do Sul, o primeiro encontro dos 16 avos de final.

O organismo que gere a modalidade pretendia fazer mudanças neste capítulo e, segundo o The Times, de Inglaterra, houve conversas com o IFAB (órgão competente para as regras do futebol há 140 anos) e chegou a equacionar-se a introdução do novo modelo em plena competição.

Ainda não são conhecidas as razões de a medida não ter entrado em vigor, mas é muito provável que a FIFA volte à carga em breve porque os seus responsáveis consideram que a existência de dois sorteios pode implicar um possível desequilíbrio caso uma equipa ganhe as duas decisões, ou seja, que o respetivo capitão, no cara ou coroa, consiga escolher o lado do campo onde será disputado o desempate (geralmente do lado onde estão os respetivos adeptos) e também a ordem de quem bate (em primeiro ou em último, depende das preferências).

Para a FIFA, o ideal nesta situação é haver apenas um sorteio: quem ganhar, e se preferir optar pela escolha do campo, a outra equipa decide bater primeiro ou em segundo. No fundo, é como no sorteio no início da partida: quem escolhe campo, o outro fica com a bola.

Para já, no entanto, nada muda.... num Mundial que ficará na história por tantas alterações, desde o recorde de equipas, o primeiro a ser realizado em três países, as pausas de hidratação e as mudanças nas regras (tempo limite para os lançamentos laterais, pontapés de baliza, substituições, intervenção do VAR em cantos ou em duplos amarelos) e ou o minuto fora caso seja chamada a equipa médica para assistência e não haja lugar a cartão amarelo para o adversário.

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