A festa do Paraguai - Foto: IMAGO
A festa do Paraguai - Foto: IMAGO

Paraguai mata Alemanha com o próprio veneno e dança baile inolvidável (crónica)

Penáltis premiaram resistência de quem sofreu, feriu e sorriu perante a desinspiração adversária. Germânicos caíram nas grandes penalidades pela primeira vez em Mundiais

Com mil e uma canetas se pode escrever um sonho. O Paraguai escolheu a do pragmatismo contra a seleção, por natureza, mais fria da história e terminou com o apuramento para os oitavos de final no bolso. No Mundial 2026, foram onze para onze e no final, venceu quem mais trabalhou... da marca dos 11 metros (4-3).

O Paraguai deu uma lição de como defender. O professor Gustavo Alfaro apostou em linhas compactas, solidárias e muito disciplinada. Gustavo Gómez e José María Canale secaram o impotente Denis Undav, que foi engolido na primeira titularidade no Mundial.

Juan José Cáceres e Júnior Alonso contaram com o apoio dos alas para controlarem o perigo nos corredores. A Alemanha subiu de nível quando apostou no jogo direto, mas pouco conseguiu fazer contra a muralha paraguaia que tinha feito o trabalho de casa.

As cábulas eram simples: dar a bola ao adversário, defender de forma compacta sem erros individuais e ser feliz em transição e na bola parada.

Aos 2', o primeiro excelente da noite quase saiu para Júnior Alonso, que ficou esquecido ao segundo poste num canto. Valeu Neuer. Almirón e Enciso eram os motores de uma equipa astuta, que não se remeteu ao próprio meio-campo.

A bola parada era arma que Enciso utilizou para dar o primeiro tiro da partida. Cáceres recolheu a bola após um primeiro canto para o Paraguai, Galarza recebeu o esférico na direita e cruzou para a cabeça do extremo de 22 anos. No coração da área, Enciso levou o coração de milhões de paraguaios à loucura aos 42'.

O Paraguai terminou a primeira parte com mais remates à baliza do que a Alemanha, que se perdeu em cruzamentos sem fundamento. 15 minutos de descanso e de estudo do adversário antecederam um início de segunda parte atípico: o Paraguai atacou e a Alemanha marcou.

Enciso esbarrou em Neuer após erro imperdoável de Kimmich, que quis atrasar a bola, mas isolou o adversário (50'). Os germânicos sentiram o susto e (finalmente) justificaram a aposta nos cruzamentos.

Wirtz, soldado fiel à largura, desferiu uma assistência deliciosa que Kai Havertz, já em cunha com Undav na grande área, desviou para o golo do empate, aos 54'.

O Paraguai deu uma lição de como defender na primeira parte. O professor Gustavo Alfaro apostou em linhas compactas, solidárias e muito disciplinada. Gustavo Gómez e José María Canale secaram o impotente Denis Undav, que foi engolido na primeira titularidade no Mundial. Juan José Cáceres e Júnior Alonso contaram com o apoio alas para controlarem o perigo nos corredores. A Alemanha subiu de nível quando apostou no jogo direto, mas pouco conseguiu fazer contra a muralha paraguaia que tinha feito o trabalho de casa. As cábulas eram simples: dar a bola ao adversário, defender de forma compacta sem erros individuais e ser feliz em transição e na bola parada. Aos 2', o primeiro excelente da noite quase saiu para Júnior Alonso, que ficou esquecido ao segundo poste num canto. Valeu Neuer. Almirón e Enciso eram os motores de uma equipa astuta, que não se remeteu ao próprio meio-campo. A bola parada era arma que Enciso utilizou para dar o primeiro tiro da partida. Cáceres recolheu a bola após um primeiro canto para o Paraguai, Galarza recebeu o esférico na direita e cruzou para a cabeça do extremo de 22 anos. No coração da área, Enciso levou o coração de milhões de paraguaios à loucura aos 42'. O Paraguai terminou a primeira parte com mais remates à baliza do que a Alemanha, que se perdeu em cruzamentos sem fundamento. 15 minutos de descanso e de estudo do adversário antecederam um início de segunda parte atípico: o Paraguai atacou e a Alemanha marcou. Enciso esbarrou em Neuer após erro imperdoável de Kimmich, que quis atrasar a bola, mas isolou o adversário (50'). Os germânicos sentiram o susto e (finalmente) justificaram a aposta nos cruzamentos. Wirtz, soldado fiel à largura, desferiu uma assistência deliciosa que Kai Havertz, já em cunha com Undav na grande área, desviou para o golo do empate, aos 54'. A meia hora do final do exame, ninguém tinha a passagem garantida. A saída precoce de Enciso (58') por lesão condicionou a eficácia ofensiva do Paraguai que, ainda assim, se recompôs defensivamente.

A meia hora do final do exame, ninguém tinha a passagem garantida. A saída precoce de Enciso (58') por lesão condicionou a eficácia ofensiva do Paraguai que, ainda assim, se recompôs defensivamente.

Kai Havertz continuava a aproveitar os cruzamentos para criar perigo, mas, quando a linha defensiva paraguaia não afastava o esférico, Gill dizia presente (79').

A desinspiração alemã face à solidez do adversário tornou o prolongamento inevitável.

O Paraguai neutralizou as tentativas da Alemanha... até o gigante Tah ter quebrado a resistência aos 102'. O VAR, ainda assim, salvou o sonho paraguaio ao alertar o árbitro da partida para um bloqueio de Anton no guardião Gill. A decisão tranquilizou os paraguaios e enfureceu os germânicos, cada vez mais afastados pelo fantasma da eliminação precoce.

Os homens de Naglesmann tiveram um pé nos oitavos, mas, por culpa própria, caminharam para os penáltis.

Tudo se decidiu da marca dos 11 metros. Havertz e Woltemade falharam e colocaram o apuramento paraguaio à mão de semear... mas Sanabria e Balbuena seguiram o exemplo. Tah continuou a insanidade até que Canale vestiu a capa de herói.

O Paraguai sonhou em cima da muralha que fez o que ninguém tinha feito à Alemanha. Pela primeira vez na história, a Mannschaft perdeu em desempate por penáltis em Mundiais. Adeus inglório para uma equipa que nunca se encontrou no torneio.

Aproveita a seleção sul-americana que continua a danças e vai defrontar o vencedor do duelo entre França e Suécia, nos oitavos de final da prova, no sábado (22h00).

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