Rodrigo Mora, médio-ofensivo do FC Porto - Foto: IMAGO

Mercado FC Porto: o ponto de situação de Mora e os dragões com duas vias

SAD liderada por André Villas-Boas não cede no que considera ser justo e a hesitação da Roma está a pôr o negócio em xeque

FC Porto e Roma aproximaram-se na noite de terça-feira de um acordo com vista à transferência de Rodrigo Mora, mas a discussão das condições que podem tornar a obrigatória a opção de compra emperrou as negociações. A posição dos dragões é clara: ou a Roma vai de encontro às pretensões definidas pela SAD, que quer estabelecer termos fáceis de obrigação da cláusula de aquisição, ou o dossiê pode mesmo não seguir em frente, acabando por cair.

Como A BOLA adiantou na terça-feira, o FC Porto rejeitou todos os moldes de negócio sugeridos pelos giallorossi e avançou com uma espécie de contraproposta: um empréstimo, mediante pagamento de uma taxa de 10 milhões de euros, acrescido de uma opção de compra — €40 milhões, bónus e, eventualmente, percentagem de futura venda —, que pode passar a obrigatória se determinadas metas forem cumpridas.

E é precisamente este último ponto que está a gerar discordância entre os dois clubes. O FC Porto continua disponível para discutir com a Roma uma eventual solução que satisfaça todas as partes e possa culminar na mudança de Mora para a capital italiana, mas, nesta fase, terão de ser os giallorossi a abordar novamente os dragões para que o dossiê conheça novos avanços, com Jorge Mendes a trabalhar diretamente no mesmo.

André Villas-Boas não vai abdicar do que entende ser justo pela transferência de um dos maiores talentos do plantel: uma verba global a bater nos €50 milhões (ou mais), que, envolvendo a tal opção de compra, terá de ser acompanhada de uma alta probabilidade de ativação mandatória, assegurando, de certa forma, o encaixe idealizado. Por isso, a cúpula portista entende que os objetivos diretamente ligados à futura aquisição de Mora por parte da Roma não podem sustentar-se em cenários irrealistas ou de difícil concretização, como, por exemplo, a conquista do título da Serie A, que há muito escapa.

No meio de tudo isto, é ponto assente que Gasperini quer contar com Mora no plantel. O jovem criativo, por sua vez, deseja maior regularidade de jogo e, não a tendo no clube do coração, vê com bons olhos a possibilidade de mudar de ares. Mas há pedra para partir na mesa de conversações e, até ver, o camisola 86 mantém-se às ordens de Farioli, de olho no jogo de sábado, frente ao Rio Ave.

Plano de entradas inclui médio... se Mora sair

Francesco Farioli já fez saber junto da estrutura diretiva do FC Porto que pretende mais um médio caso se concretize a saída de Rodrigo Mora este verão. O treinador já definiu o perfil desejado e, saindo o camisola 86, deverá chegar ao Dragão mais um reforço com características que se aproximem das de Froholdt: forte no ponto de vista físico e com capacidade de chegada à área — idealmente, com dotes de finalização.

Nessa lógica, o nome de Quinten Timber foi ontem apontado como alvo dos portistas. Contudo, informações recolhidas por A BOLA indicam que a SAD não fez qualquer abordagem ao Marselha pelo internacional neerlandês, de 25 anos, ex-colega de Inbeom Hwang no Feyenoord e conhecido de Farioli dos tempos em que ambos coincidiram na liga dos Países Baixos.

Numa matriz de jogo rígida taticamente, Mora acaba por surgir como um corpo algo estranho. Assim, a pérola do Olival, que em 2025/26 teve utilização irregular e não quer ver repetido esse cenário na nova campanha, entende que pode ser necessário dar outro rumo à carreira, de forma a não travar o seu processo de maturação competitiva.

Por outro lado, Rodrigo Mora não vai, de forma alguma, forçar a saída do FC Porto, seja para a Roma ou outro clube que surja. Nessa conformidade, se o médio-ofensivo permanecer no plantel às ordens de Francesco Farioli, o caso muda de figura e o meio-campo ficará fechado.

A iniciar sessão com Google...