«Puro caos», «frágil» e «entediante»: imprensa alemã não poupa Klopp
Jurgen Klopp está a viver um início de aventura complicado como selecionador da Alemanha. Depois do empate na estreia frente aos Países Baixos (1-1), o técnico sofreu agora uma derrota surpreendente em casa frente à Grécia (0-1), a primeira da história dos helénicos diante da mannschaft, e a imprensa nacional não poupou nas críticas à prestação da equipa.
O Der Spiegel considerou que a seleção alemã continua «terrivelmente fácil de desestabilizar» e deixou um alerta: «Cuidado, frágil!». A publicação também criticou a ineficácia ofensiva da equipa, enquanto o Bild falou de um ataque «sem criatividade durante grande parte da partida», demasiado dependente de remates de longa distância.
A Kicker apontou outro problema: apesar do domínio territorial, a Alemanha teve dificuldades para controlar verdadeiramente o encontro e os jogadores ainda estão «muito longe do estilo ultrarrápido e intenso» associado a Klopp.
Também a Spox considerou o futebol apresentado «sem inspiração» e «demasiado lento no ataque». Já a Sportschau resumiu a noite com uma frase particularmente dura: «A Alemanha aprendeu da pior maneira que Jurgen Klopp não é nenhum mágico».
A crítica mais mordaz, contudo, surgiu no Suddeutsche Zeitung, que classificou a partida como «tediosa, até mesmo entediante». O jornal recuperou a conhecida associação entre Klopp e o chamado futebol «heavy metal» para concluir, de forma irónica, que «o caos organizado se transformou em puro caos».
O Frankfurter Allgemeine Zeitung também deixou um diagnóstico pouco animador, considerando que «adversários mais fracos já são um desafio suficiente para a seleção nacional».
A derrota frente à Grécia aumenta, assim, a pressão sobre Klopp numa fase em que ainda está a implementar as suas ideias. Antes do duelo com a Sérvia, marcado para 1 de outubro, o selecionador alemão terá agora de procurar respostas para um arranque que ficou aquém das expectativas.
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