Voltamos aos anos 90?
Ponho os fones, arranco o Spotify e toco a rádio anos 90. Pareceu-me bem, depois de ter lido isto: «Oasis em digressão e o Man. City na League 2. Os anos 90 estão de volta».
Uma referência, claro, ao castigo ainda por confirmar, de que o clube foi considerado culpado de 114 de 115 acusações elaboradas pela Premier League. Não sabe qual o castigo, mas fala-se em perda de pontos, de títulos e até expulsão da prova, com muitos a esfregar as mãos por ver o menino rico finalmente em apuros. Não consigo evitar pensar nos adeptos que, depois de anos a ser o parente pobre de Manchester, estavam por cima em todos os aspetos: dinheiro, títulos, jogadores, que podem começar a fugir em debandada.
Entre esses adeptos há gente famosa, como o músico Noel Gallagher, mas que também 'sente como a gente', e que vibra tanto nas bancadas como nos camarotes, onde em 2022 até partiu o nariz ao festejar com o pai de Rúben Dias. Pediu a quem manda para pensar nas pessoas, «o que quer que tenha acontecido nos escritórios», que vão ser danos colaterais.
Ele mesmo, como isto dá a volta, vai protagonizar nova digressão com a sua banda, Oasis, concertos para os quais é praticamente impossível conseguir bilhetes - primeiro acesso a eles - num processo kafkiano de mails e códigos imprescindíveis para acesso a fila virtual - depois a preços razoáveis. Comprar entrada para um concerto não tem nada a ver com os anos 90, em que havia filas e pronto. Parece que não se pensa nas pessoas. Apetece mesmo ‘look back in anger’.