Comboio da CP - Foto de Arquivo (A BOLA)
Comboio da CP - Foto de Arquivo (A BOLA)

Mau tempo suspende ligação ferroviária entre Porto e Lisboa

Decisão da CP foi tomada por razões de segurança

A CP – Comboios de Portugal suspendeu, por tempo indeterminado, a circulação dos comboios de longo curso na Linha do Norte, entre Porto e Lisboa. A decisão foi tomada por razões de segurança, na sequência do agravamento das condições meteorológicas.

Em comunicado, a empresa informou que «devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra, por razões de segurança, foram suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso, na Linha do Norte, no eixo Porto-Lisboa».

Esta medida reverte uma previsão anterior, anunciada na quinta-feira às 20h00, que apontava para a retoma parcial de oito comboios de longo curso (quatro em cada sentido) entre as duas principais cidades do país. Esse plano previa o uso de material circulante diferente do habitual e um transbordo rodoviário no troço entre Coimbra B e Pombal.

O mau tempo, provocado pela depressão Oriana, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), está a causar perturbações significativas em toda a rede ferroviária nacional. Além da Linha do Norte, a circulação está interrompida em vários outros troços:

Linha do Sul: entre Luzianes e Amoreiras
Linha do Alentejo: entre Pegões e Bombel
Linha da Beira Baixa: entre Abrantes e Ródão
Linha do Douro: entre Régua e Pocinho Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra

Na Linha de Cascais, os comboios mantêm-se em circulação, mas com alterações de horários. Relativamente às ligações internacionais, a CP prevê manter a realização do comboio Celta, embora o percurso entre Valença e Vigo seja assegurado por transbordo rodoviário.

Recorde-se que a passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta por Portugal já resultou na morte de dezasseis pessoas, além de centenas de feridos e desalojados. Os maiores estragos materiais, que incluem a destruição de habitações e empresas, inundações e cortes de serviços essenciais, concentram-se nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. Em resposta, o Governo prolongou a situação de calamidade para 68 concelhos e anunciou apoios que podem chegar aos 2,5 mil milhões de euros.