Mário Gomes: «É uma tristeza, uma vergonha. Isto foi demais!»
No final do treino dos Linces no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, Mário Gomes parecia um selecionador satisfeito com o trabalho que acabara de realizar com a equipa antes da viagem para a Turquia, esta quarta-feira, onde o conjunto de Portugal vai defrontar o Egito amanhã e o Líbano no sábado em embates de preparação para os encontros face a Espanha (28 de agosto) e Geórgia (31 de agosto), a contar para o arranque do Grupo I da segunda fase de qualificação para o Mundial Qatar-2027.
Mas, antes de falar da Seleção, dos jogadores e de um ou outro pormenor técnico, Gomes pediu para abordar outro assunto: «Antes disso, vão-me desculpar, mas ando com isto atravessado na garganta há muito tempo e tenho de fazer este desabafo», disparou. «Este treino de hoje, tal como o da manhã, estava planeado para ter cerca de duas horas. Ao fim de 1.10h tivemos de parar porque não há condições para continuar a treinar», começou por justificar.
«Isto é uma tristeza, é uma vergonha. [Portugal] É o único país da Europa onde não há pavilhões públicos com ar condicionado. Não acredito que nos gabinetes ministeriais e dos senhores presidentes das câmaras trabalhem com estas condições em que estamos a trabalhar. Posto isto, se tiverem espaço, por favor publiquem, que é para ser mesmo à bruta, porque isto é demais», reforça.
«Como já foi demais o jogo que fizemos em Matosinhos. Estas não são condições para se trabalhar, até porque, além do mais, arriscamos lesões dos jogadores e por aí fora. Na altura de cobrar os resultados eu estou cá para assumir a responsabilidade, da mesma forma que estou cá agora também para dizer aquilo que deve ser dito», rematou, antes de analisar o regresso de Neemias Queta à Seleção e as adaptações necessárias que são feitas face à presença do poste.
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