Mundial
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Em inglês, reviravolta escreve-se Harry Kane (crónica)
O jogo que esta quarta-feira opôs Inglaterra e RD Congo, dos 16 avos de final do Mundial 2026, terminou com o desfecho que se esperava: com a vitória da seleção inglesa, que seguiu em frente para os oitavos de final da prova e mantém o sonho de conquistar o título que lhe foge desde 1966.
Quem viu o jogo, porém, testemunhou a incerteza de quem não sabe o que acontecerá mesmo até ao final. Mais de uma hora esteve em vantagem a organizada seleção congolesa, que contou com nova exibição formidável do guarda-redes Lionel Mpasi. Contudo, do lado oposto houve uma demonstração do poder do individual, que, em competições a eliminar, nas quais um gesto pode fazer a diferença, se mostra decisivo. Desta vez, o protagonista foi, como em tantas outras, Harry Kane.
Sete minutos bastaram para o primeiro golo da partida surgir. A seleção congolesa subiu e foi feliz. Sadiki desmarcou-se e levou com ele Spence, que deixou Cipenga sozinho. O extremo, que, em Portugal, representou Paços de Ferreira, Vilaverdense, Anadia, SC Ideal, Famalicão, Freamunde e Boavista, recebeu o passe do ex-portista Mbemba e, com um remate rasteiro e potente, abriu a contagem.
Um disparo de Brian Cipenga para o primeiro da RD Congo 🫨
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A reação inglesa tardou. Até à pausa para hidratação, momento que ganha cada vez mais preponderância no jogo, não conseguiu reagir. Não finalizou com perigo, não dominou a posse de bola e dificilmente saiu da teia bem montada da RD Congo. Após a interrupção, porém, a história foi outra. Tuanzebe tirou o golo a Kane (35') e Wan-Bissaka evitou o 1-1 de Rashford com um corte na linha (35') e o protagonista foi Mpasi, que impediu a festa a Kane, em cima do intervalo, e, sobretudo, com duas intervenções de outro nível a um par de cabeceamentos de Bellingham (30' e 45'+2). O guardião do Le Havre realizou um Campeonato do Mundo de grande categoria.
Mesmo com o crescimento nas oportunidades, não se podia dizer que Inglaterra estava a fazer um jogo brilhante. Os três leões, que de início a fim muito se apoiaram nos cruzamentos e nas bolas altas para chegarem à área adversária, mostraram pouca criatividade no último terço. Com 1-0 se chegou ao intervalo e o resultado até podia ter sido mais dilatado para o lado congolês, mas Wissa, na pequena área, rematou ao poste (42').
A RD Congo ficou a isto 🤏 de aumentar a vantagem 🥶
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Haverá no mundo alguém como Harry Kane?
O segundo tempo foi mais unilateral. A seleção congolesa teve menos aproximações e assumiu uma postura mais conservadora, para proteger a vantagem. Durante meia hora, conseguiu. Rashford entrou com vontade de ser perigoso, ainda atirou à malha lateral e, num cruzamento desviado, obrigou a nova grande defesa de Mpasi. O guarda-redes estava endiabrado, mas, aos 75', não foi capaz de evitar que Kane fizesse a diferença.
Harry Kane, quem mais poderia ser? 🥵
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O ponta de lança do Bayern chegou a este jogo com 70 golos marcados em 2025/26. Aos 75', Gordon cruzou para o coração da área. Com uma desmarcação perfeita, o inglês apareceu entre os defesas e cabeceou para fazer o empate. O golo serviu para galvanizar os três leões e Bellingham esteve perto de fazer o golo da reviravolta, mas não bateu o guardião. No entanto, a bola ficou na posse de Inglaterra e Gordon voltou a oferecer a Kane. Rodou sobre o adversário, enquadrou-se e, com um disparo fulminante, deixou Mpasi pregado ao relvado.
Estava feito o 2-1. O furacão Harry Kane voltou a aparecer para fazer o quarto e quinto golos no Mundial 2026 e chegar aos 72 na temporada. A RD Congo ainda tentou reagir, mas já não assustou Pickford. A exibição inglesa não foi de luxo, mas os jogadores são e, por vezes, isso chega para fazer a diferença. A turma congolesa sai do Campeonato do Mundo de cabeça erguida: empatou com Portugal, perdeu pela margem mínima com Colômbia e Inglaterra e bateu o Uzbequistão com segunda parte de clara superioridade. Inglaterra segue para os oitavos de final.