Jorge Jesus, selecionador nacional - Foto: MAYCON QUIOZINI
Jorge Jesus, selecionador nacional - Foto: MAYCON QUIOZINI

Planeamento, talento e confiança

'Futebol para todos' é o espaço de opinião de Vasco Pinho, Diretor da Federação Portuguesa de Futebol

Cumpriu-se, na última semana, um mês desde que Jorge Jesus foi apresentado na Cidade do Futebol como novo selecionador nacional. Foi um mês de trabalho intenso do técnico escolhido pelo elenco federativo liderado por Pedro Proença para iniciar um novo ciclo de ambição, rigor e vitória na equipa das Quinas. Parte mais visível desse trabalho tem sido a presença recorrente do selecionador nacional nos compromissos europeus das equipas portuguesas e nos primeiros desafios do calendário doméstico da temporada 2026/27.

Do Estádio Municipal de Braga ao Estádio da Luz, passando pelo António Coimbra da Mota e pelo José Gomes, pelo Estádio do Dragão e por Alvalade, Jorge Jesus tem percorrido o país de Norte a Sul em missão de observação, preparando a estreia no banco da Seleção Nacional, marcada para 24 de setembro, frente ao País de Gales, em jogo a contar para a Liga das Nações.

Claro que essa é apenas a ponta do icebergue, a parte pública e notória de um trabalho de toda a equipa técnica nacional, que se prolonga nas observações internacionais e nos gabinetes da sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), onde se prepara, não apenas o primeiro jogo, mas o ciclo de quatro partidas em 10 dias que vão marcar o arranque de Portugal para o objetivo de revalidação do título da Liga das Nações conquistado em 2025.

Um desafio intenso, encarado com a confiança garantida pela inegável qualidade do talento dos jogadores portugueses, pela comprovada capacidade do novo selecionador nacional para a explorar, mas também pelo suporte e profissionalismo de uma estrutura federativa consciente de que a capacidade de antecipação e o planeamento estratégico são essenciais para o sucesso.

A rapidez com que a FPF apresentou a solução para a transição no cargo de selecionador nacional, escolhendo um técnico unânime, reconhecido pelo carisma e ambição e consagrado pela conquista de títulos nos mais diversos contextos competitivos, é prova dessa capacidade de planeamento.

Tal como a escolha atempada de profissionais de reconhecida capacidade, como Óscar Tojo e Lourenço Coelho entre muitos outros, para reforçar a estrutura que dá suporte às Seleções Nacionais demonstra a capacidade de antecipação da equipa que gere os destinos da FPF.

Com uma visão clara, uma estrutura reforçada e a liderança de um selecionador de reconhecido mérito, Portugal prepara-se para iniciar um novo ciclo com ambição renovada. Um caminho exigente, sustentado pelo talento dos seus protagonistas e pelo compromisso de todos os que trabalham diariamente para manter a Seleção Nacional entre as melhores do mundo.

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