Treinador das águias em declarações após a goleada ao Casa Pia por 7-0

Goleada «saborosa», pés bem assentes no chão, Sudakov e Trubin: tudo o que disse Marco Silva

Treinador dos encarnados gostou do que viu diante do Casa Pia, mas além dos números expressivos do triunfo destacou também o facto de a baliza ter ficado a zero. Mercado não depende da Liga Europa, assume, criativo está a receber «ferramentas» e guarda-redes tem reagido com trabalho à condição de suplente

— Que análise faz a esta goleada do Benfica diante do Casa Pia?

— Foi uma vitória totalmente justa e saborosa, num relvado muito difícil para jogar futebol. É bom que consigamos dar bons relvados aos jogadores. Foi uma reação ao muito mau resultado da 1.ª jornada. Foi a reação que queríamos e que tínhamos de ter. Grande apoio dos nossos adeptos, isso também é de realçar. Uma grande diferença do primeiro jogo para este tem que ver com o facto de termos os nossos adeptos, que são muito importantes. Eficácia? Ainda ficaram alguns golos por marcar. Jogo totalmente controlado, não concedemos oportunidades ao adversário. Deixar a baliza a zero tem um sabor completamente diferente.

— Uma das diferenças para os últimos anos é o facto de o Benfica parecer querer marcar sempre mais mesmo quando o resultado já está avolumado.

— Não há razões para pararmos. Poderemos ganhar 1-0 e ficar tão felizes quanto hoje. Não vai ser sempre 7-0. Fomos muito competentes, tal como no processo defensivo. Claro que estando a ganhar não gostamos de abrandar, é a nossa ideia, é assim que preparamos a equipa. Os jogadores têm maturidade suficiente para gerirem dentro do campo, tal como aconteceu nos últimos 20 minutos. Não quisemos abdicar de nada do que o jogo nos estava a dar.

Galeria de imagens 54 Fotos

— Mesmo com o resultado fechado esteve sempre a pedir mais à equipa. É um aviso aos rivais?

— Não andamos aqui para avisar ninguém. Temos é de ser competentes nos nossos jogos, é isso que controlamos. Respeitamos todos os adversários. Temos de ter a humildade que ganhámos apenas um jogo de futebol, fora de casa e com uma boa exibição. Quero sempre que os jogadores mantenham a concentração do início ao fim, apenas isso.

— Na antevisão tinha falado na urgência dos reforços. Sentiu os jogadores espicaçados por essas palavras? A ida ao mercado está dependente da entrada na fase de liga da UEFA Europa League?

— Não tem nada que ver uma coisa com a outra. Quando tentamos reforçar a equipa é para uma época. Em relação aos jogadores ficarem espicaçados, nada disso, eu não mando recados. Acredito que 20 por cento dos jogadores têm atenção às minhas conferências de Imprensa [risos].

— Depois das críticas da semana passada, os adeptos agora pedem o 39. Vai colocar um travão aos jogadores para não irem na onda dos adeptos?

— É fundamental que os adeptos acreditem em nós. E se não fizermos por isso não andamos aqui a fazer nada. Os jogadores sabem que nós apenas somámos três pontos e que fiquei muito satisfeito por não termos sofrido golos. Se vamos pensar que fizemos algo extraordinário, estamos completamente enganados. Num clube grande, temos de começar já a pensar no próximo jogo.

Trubin não teve reação aos golos do Benfica. O facto de ter deixado de ser titular afetou o jogador? E o mister falou com ele sobre isso?

— Normalmente, estou de costas e não costumo ver celebrações. Não tenho o historial do Trubin a festejar golos na baliza, não sei se era muito eufórico ou não. Eu ficava era muito espantado era se o Trubin não ficasse triste ou chateado. O que me importa a mim é que ele vai chegar lá amanhã e vai trabalhar. Eu quero o Trubin chateado e vê-lo a trabalhar. Não vos vou dizer as conversas que tenho com os jogadores, tenho relação completamente honesta e aberta.

Sudakov tem sido aposta. O que é que o jogador lhe oferece neste momento?

— Tem tentado bastante. Eu disse na apresentação, porque me foi perguntado, na altura, que o Sudakov podia ser muito importante. O nosso terceiro médio tem de ter caraterísticas muito específicas para aquela função. Percebo que ainda não fez ainda aquela exibição de encher o olho, falta-lhe o golo e a assistência, mas está a tentar dar o máximo. Temos o Rafa que pode jogar lá, mas tem outro perfil, é mais de aceleração, tal como o Prestianni. O Sudakov tem tentado, temos-lhe dado as ferramentas e os caminhos, é essa a nossa função.

— Como é que tem visto o início de temporada do Prestianni? Onde gosta mais de o ver jogar?

— Até agora temos tirado um grande proveito. Fez uma grande pré-temporada, trabalhou forte e de forma humilde, mesmo sabendo que tinha dois jogos de suspensão. Pode jogar à esquerda ou à direita e tem feito boas exibições. É muito forte em ambos os flancos, o nosso ala mais versátil, possivelmente. Estou muito satisfeito com ele. A concorrência é forte e isso é importante para o Benfica, para que os jogadores não se sintam confortáveis e continuem a melhorar.

— Como é que explica a melhoria com bola e o jogo ofensivo do Benfica?

— Temos vindo a melhorar desde o princípio da época, não vou estar a falar do que estava para trás. Estou satisfeito com a forma como estamos a chegar, com a cadência no último terço e com as oportunidades que estamos a criar. Mas também temos melhorado na reação à perda, por exemplo, entre outros.

A iniciar sessão com Google...