Mainoo recorda má fase com Amorim: «Quando não se joga...»
Kobbie Mainoo, médio do Manchester United, abordou o período difícil que viveu sob o comando técnico de Ruben Amorim, admitindo que a falta de utilização o levou a ponderar o seu futuro em Old Trafford. O internacional inglês, que esteve frequentemente no banco durante a passagem do treinador português, vive agora uma fase de afirmação com a chegada de Michael Carrick.
A ascensão de Mainoo sofreu um revés significativo com a chegada de Amorim e a sua rígida tática 3x4x3, na qual o jovem formado no clube parecia não ter lugar. O médio de 21 anos viu-se afastado, não somando qualquer titularidade na Premier League sob as ordens do ex-treinador do Sporting. A situação tornou-se tão crítica que Mainoo chegou a pedir um empréstimo na última semana do mercado de verão, mas o clube bloqueou a sua saída.
Em declarações à Sky Sports, Mainoo confessou que a falta de minutos o obrigou a reavaliar a sua carreira. «Quando não se joga muitos jogos, ou nenhuns, ponderam-se todas as opções. Mas na minha mente, a prioridade foi sempre jogar pelo Manchester United e continuar neste clube onde cresci», afirmou.
Porém, o jogador pareceu aceitar a visão do técnico na altura. «Quando há treinadores novos, eles têm a sua forma de jogar e, se acham que não nos encaixamos, é porque não nos encaixamos. Tudo o que posso fazer é tentar trabalhar e treinar para que talvez vejam as coisas de outra forma», explicou Mainoo.
O médio creditou a família e os colegas de equipa por o terem ajudado a manter-se focado. «Passar de jogar quase todos os jogos para não jogar com tanta frequência é sempre uma adaptação difícil. É complicado quando nem sequer se entra como suplente, claro. Mas diria que a minha família e os meus amigos me ajudaram a ver a luz ao fundo do túnel», acrescentou.
A situação mudou radicalmente com o regresso de Michael Carrick em janeiro para substituir Amorim. O antigo capitão do United devolveu Mainoo, que o elogiou, ao onze inicial. «Ele ajudou em tudo. Dentro de campo, jogou na mesma posição que eu, por isso dá-me dicas e conselhos. E até na gestão de mim como pessoa, pergunta pela família e por outras coisas. Fala contigo como uma pessoa, não é só negócio. Isso ajuda definitivamente um jogador», justificou.
O bom momento de forma valeu-lhe a chamada à seleção de Inglaterra por Thomas Tuchel para os recentes particulares contra o Uruguai e o Japão, colocando-o na corrida por um lugar no Mundial 2026. Com um novo contrato assinado, o foco é terminar bem a época para garantir a presença na competição.
«Feliz, mas não demasiado, sabe? Se ficamos demasiado felizes, relaxamos. Estou apenas a tentar ser consistente e a trabalhar com o treinador, a continuar a evoluir com o treinador e com o Steve Holland. Eu quero mais», concluiu o médio.
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