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«Caso Balogun não é uma anedota nem um erro isolado, é a ponta do iceberg»
Javier Tebas, presidente da LaLiga, também não deixou passar em claro o caso Balogun, deixando duras críticas após a despenalização do avançado norte-americano para o duelo dos oitavos de final do Mundial contra a Bélgica, que ditou o adeus dos Estados Unidos à competição.
«O perdão da sanção imposta ao jogador norte-americano Balogun não é uma anedota nem um erro isolado. É, simplesmente, a ponta do iceberg de um modelo de governação que, há muitos anos, tem vindo a minar a credibilidade da FIFA e do futebol em geral. Quando as regras podem ser interpretadas ou alteradas conforme convém; quando as decisões de maior importância são tomadas sem um verdadeiro diálogo e acordo com as ligas nacionais/domésticas, que são quem sustenta o futebol profissional os 365 dias do ano (a grande maioria dos clubes e jogadores profissionais não participa em competições internacionais); quando se impõe uma agenda unilateral sem ouvir os principais intervenientes do futebol, o problema deixa de ser uma resolução concreta e passa a ser o próprio sistema», começou por escrever o dirigente, esta terça-feira, no X.
«Os Congressos da FIFA são: grandes encenações de unanimidade, sem qualquer debate real e com decisões que já estão decididas antes mesmo de a votação começar. Não há acordos com as ligas nacionais/domésticas; aprovam-se decisões que as prejudicam constantemente. O caso do jogador Balogun não faz mais do que reforçar essa perceção; é a ponta do iceberg. Além disso, se as regras forem constantemente aplicadas de forma arbitrária, a confiança desaparece. E sem confiança não há credibilidade institucional», prosseguiu, antes de dizer que não é novidade, já que se compactua com esse comportamento.
«E o pior de tudo é que grande parte do mundo do futebol está ciente disso, mas muitos preferem manter um silêncio cúmplice. Porque ficar calado é mais confortável do que defender a independência, a transparência e a boa governação. O futebol mundial merece instituições que prestem contas, respeitem as regras e governem com transparência, e não através de decisões unilaterais, discricionárias e arbitrárias... que minam a confiança dos adeptos, dos clubes, das ligas e dos jogadores», concluiu.
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