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Balogun procurou selecionador da Bélgica, Rudi Garcia apreciou: «Não tem culpa»
Em Seattle, a Bélgica dominou a seleção dos Estados Unidos, infligindo uma derrota contundente por 4-1, a caminho dos quartos de final do Mundial 2026.
O jogo teve uma carga especial, dado que, um dia antes da partida, a FIFA tomou a decisão de perdoar a suspensão do americano Folarin Balogun. O avançado americano ficou assim disponível e jogou desde o primeiro minuto, mas acabou por ter atuação discreta.
Garcia disse como preparou o encontro que seria já naturalmente tenso por ser frente ao um anfitrião, mais ainda depois dos protestos pela disponibilidade do avançado americano, que foi amnistiado após o vermelho visto frente à Bósnia. «Disse-lhes que o mais importante éramos nós, a nossa equipa, a tentar impor os nossos princípios de jogo, seja no ataque ou na defesa», explicou.
Questionado se usou o escândalo para motivar ainda mais os seus jogadores, Garcia respondeu que «não foi necessário»: «Não, não foi necessário. Independentemente do onze inicial dos Estados Unidos, o que realmente importava para nós era o nosso plano de jogo. Queríamos assumir o controlo da partida. A equipa dos Estados Unidos é dinâmica, muito intensa, e quero dar-lhes os parabéns. Fizeram um excelente Mundial, independentemente deste último jogo. No que diz respeito ao futebol dos Estados Unidos, a seleção deixou uma excelente imagem perante o mundo. O treinador deles (Mauricio Pochettino) é excelente, por isso não fiquei surpreendido com o nível que apresentaram ao longo deste torneio. Queríamos assumir o controlo da partida, evitar a pressão e jogar mais adiantados no terreno.»
Ainda sobre este assunto, foi visível que Balogun o abordou após o jogo, e Rudi Garcia explicou do que falaram:
«Ele veio falar comigo. Gostei muito deste gesto. Não é culpa dele. Não é ele quem deve ser condenado e foi exatamente isso que lhe disse. Aprecio muito o facto de ele ter vindo ter comigo.»
Antes da partida, Garcia mostrara-se consternado com o facto de Balogun ter sido perdoado: «Não sabia que no Campeonato do Mundo, para a FIFA, 5 de julho é, na verdade, 1 de abril. É uma partida do Dia das Mentiras. Nunca vi nada assim! Se estou certo, é a primeira vez em toda a história do Campeonato do Mundo que algo assim acontece.»
O médio Youri Tielemans revelou que a confusão serviu como motivação. «Sejamos honestos: fizemos uma análise de equipa assim que soubemos da notícia sobre Balogun. Dissemos a nós próprios que a nossa resposta deveria ser dada apenas em campo. É sempre perigoso criar tais escândalos na véspera de um jogo tão importante», começou Tielemans. «Isso não só nos motivou ainda mais, como parece ter-se tornado uma enorme distração para a própria equipa dos EUA. Nós fizemos o nosso trabalho», acrescentou o médio.