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UEFA ataca FIFA por amnistia a Balogun
A UEFA emitiu um duro comunicado a condenar a decisão da FIFA de amnistiar Folarin Balogun, avançado dos EUA, permitindo-lhe disputar os oitavos de final do Mundial contra a Bélgica, apesar de ter sido expulso na fase anterior frente à Bósnia e Hergegovina. O organismo presidido por Alexsander Ceferin critica a FIFA, acusando-a de ter sido influenciada pelo poder de Donald Trump para levantar o castigo ao jogador norte-americano.
Numa nota oficial, a UEFA considera que a decisão de perdoar o castigo ao jogador «ultrapassou uma linha vermelha».
Breaking News: President Trump called the head of FIFA days before the suspension of Folarin Balogun, the U.S.’s top goal scorer in the World Cup, was reversed. https://t.co/bMp27wl79X
— The New York Times (@nytimes) July 5, 2026
Segundo a AFP, Donald Trump ligou a Gianni Infantino, presidente da FIFA, a pedir para reverter a suspensão aplicada a Folarin Balogun. O avançado dos Estados Unidos foi autorizado a defrontar a Bélgica nos oitavos de final do Mundial, numa decisão que surpreendeu a federação belga. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu pouco depois da decisão através da rede social Truth Social. «Obrigado à FIFA por fazer o que era correto e por reverter uma grande injustiça!», escreveu.
«A decisão de ontem de suspender por um período de prova de um ano a implementação da suspensão automática de um jogo após o cartão vermelho mostrado ao jogador Folarin Balogun ultrapassou uma linha vermelha.»
Donald Trump called FIFA chief Gianni Infantino on Wednesday to ask him to review the ban on U.S. forward Folarin Balogun, according to Sky's U.S. partner network NBC News, citing a source familiar with the phone conversation.
— Sky News (@SkyNews) July 5, 2026
Balogun was due to serve an automatic one-game… pic.twitter.com/krc9QuJ8Tc
O organismo europeu sublinha a importância das regras para a integridade da competição, afirmando que, neste caso, a sua aplicação não está aberta a interpretações.
«O futebol, como qualquer outro desporto, baseia-se em regras, que são o alicerce de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras estão abertas à interpretação. Neste caso, não. Uma suspensão automática mínima de um jogo após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a promulgação da decisão de um órgão competente. É um princípio consagrado nos regulamentos, que não pode estar sujeito a exceções, muito menos a meio de um torneio em que vários outros jogadores estiveram na mesma situação e cumpriram regularmente a sua suspensão.»
A UEFA alerta ainda que a credibilidade da prova está em causa e que esta decisão abre um precedente perigoso para o resto do torneio.
«Quando a certeza das regras já não é garantida pelos seus guardiões, a integridade do jogo está em jogo e a credibilidade de uma competição é minada. Igualmente, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes exigirão agora um tratamento igual, em detrimento da competição.»
Por fim, a UEFA classifica a medida como «sem precedentes, incompreensível e injustificável», expressando a sua «incredulidade» perante uma decisão que afeta não só o Mundial, mas o futebol no seu todo.
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