Análise ao lance da grande penalidade que permitiu ao Benfica abrir o marcador frente ao Estoril

Há penálti? A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Benfica-Estoril

VAR foi assertivo em lance de penálti. Árbitro estava a decidir bem ao nível das áreas, mas contou com uma ajuda bastante oportuna...

11' É Richard Ríos que, na área estorilista, recua e vai chocar com as suas costas contra o peito de Felix Bacher, que tinha a sua posição ganha e que se limitou a não se mexer. Lance legal de contacto sem qualquer infração para castigo máximo.

19' Sem volumetria. Na área encarnada há um remate que faz com que a bola bata no braço direito de Otamendi, que tinha as mãos atrás das costas e o braço junto, encostado e ao longo do corpo. Boa decisão em nada assinalar, nomeadamente penálti.

Positivo
A intervenção do VAR no lance do penálti, os assistentes ao nível do fora de jogo, O árbitro na gestão disciplinar.

24' Sem penálti. Quem faz inicialmente falta é Prestianni, que tem o seu braço esquerdo fechado e dobrado e que, dessa forma, pressiona e puxa a mão direita de Felix Bacher, razão pela qual não era penálti e a ser marcado seria a falta atacante.

26' Posição natural. Após um cruzamento, a bola é desviada de cabeça por Richard Ríos e vai, de forma inesperada e de perto, ao peito e baixa de ressalto — e quase em simultâneo — para a mão esquerda de Felix Bacher, cujo braço estava junto ao corpo e sem volumetria.

28’ Alejandro Marques, ao saltar para a bola, acaba por tocar de forma clara a bola com o braço direito, fez um movimento no sentido do esférico, afastou o braço do corpo, ganhando volumetria extra, razões pela qual o VAR fez uma intervenção correta quando chamou o árbitro para ir ao monitor e lhe mostrou uma imagem clara e óbvia do lance visto da sua perpendicular. Isso levou o árbitro em pouco tempo à decisão de assinalar o respetivo pontapé de penálti.

45’ Foram dados quatro minutos de tempo extra, em virtude da ida do árbitro ao monitor, após o VAR chamar para ver o lance que originou o pontapé de penálti a favor dos encarnados.

52’ Num lance onde Pavlidis ficava isolado, o árbitro assinala uma falta de Prestianni porque, de forma inadvertida, ou seja, foi imprudente no ato de corrida, acabou por tocar com a perna esquerda por trás nas pernas de Kevin Boma, que assim caiu e ficou impedido de disputar a bola. Boa decisão.

64’ Boma, já com o jogo interrompido, mais pela frustração do que como forma de protesto, chutou a bola para longe. O árbitro foi pedagógico, percebeu o contexto, mas podia ter advertido o defensor do Togo da equipa dos canarinhos.

69’ Felix Bacher, com a mão direita, agarra e puxa a camisola de Leandro Barreiro, em lance já perto da área estorilista, um comportamento antidesportivo e um corte de ataque prometedor passível de cartão amarelo que foi bem mostrado.

Negativo
Pouco tempo útil de jogo 53% e o tempo adicional dado no segundo tempo, desajustado e curto para as incidências

81’ Quando Sidny Cabral cruza o esférico, Pavlidis está atrás da linha da bola, o que significa que não está em posição de fora de jogo. A bola ainda é tocada por um jogador do Estoril, que a tentou cortar, o que é considerado ressalto e não como tendo sido jogada deliberadamente, pelo que o momento do passe é que é considerado para análise do fora de jogo.

86’ Cartão amarelo bem mostrado a Tiago Parente por pontapear por trás Leandro Barreiro já à entrada da área do Estoril, num corte de ataque prometedor, bem sancionado técnica e disciplinarmente.

90’ Foram dados três minutos de tempo extra, no final do segundo tempo, que foi pouco em função das incidências ocorridas, nomeadamente um golo, as cinco paragens para substituições nas quais entram sete jogadores e pelos dois cartões amarelos mostrados. De realçar que nesta competição os golos marcados e sofridos contam e podem ser importantes para a classificação das equipas.

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A nota do árbitro Anzhony Rodrigues (-)

Assistentes: Andreia Sousa e David Moisés; 4.ºárbitro: Flávio Duarte; VAR/AVAR: Paulo Barradas/Rui Cidade