Pavlidis foi o homem do jogo
Pavlidis foi o homem do jogo

Pavlidis, toque de pura classe e promessas de Sidny e Manu (as notas do Benfica)

O Benfica estreou Sidny, e o jovem caboverdiano, atrevido e a querer mostrar serviço, tornou-se, de imediato, na nova coqueluche do Terceiro Anel, ao assistir Pavlidis para o 3-1. Mas foi o grego, autor de um ‘hat-trick’, a grande figura dos encarnados. O seu segundo golo foi uma pequena maravilha. E apareceu Manu a dizer que tem lugar no onze de Mourinho...

Melhor em campo 

Pavlidis 

8 – Assinou mais um ‘hat-trick’, saltou novamente para a liderança da Bola de Prata, e foi o protagonista do melhor momento de futebol na noite invernosa que se viveu no estádio da Luz: no ‘chapéu’ com que bateu Robles, aos 45+1, revelou talento (execução difícil), querer (ganhou posição num ombro-a-ombro) e personalidade (não teve medo de correr riscos). Mas, além dos golos, Pavlidis, que se deu ao jogo e à luta e procurou pressionar alto, também foi o mais lúcido dos ‘médios’, sempre que procurou jogo em zonas mais recuadas. Contra os ‘canarinhos’, foi o dono da bola e saiu sob uma merecida chuva de aplausos. Fica o senão de viver, demasiadas vezes, sem apoio, numa luta desigual com dois ou três centrais contrários.   

7 -Trubin - Sem qualquer hipótese no excelente golo do Estoril (cruzamento de Guitane, simulação de Begraoui, e finalização preciosa de João Carvalho), o guarda-redes ucraniano foi gigante quando, com 0-0 no marcador, defendeu duas bolas de golo, a primeira de Begraoui (2) e a segunda de Marqués (18). Na segunda parte revelou segurança. 

4 - Dedic - Razoável a defender (mas pouco atento à cobertura que tinha, quando avançava no terreno), o lateral bósnio foi um verdadeiro desperdício de capacidades, a atacar. Como é possível um jogador que possuiu uma excelente capacidade de aceleração, drible fácil e remate forte, não saber o que fazer à bola quando se acerca da grande área contrária? Muito trabalho para Mourinho.   

6 - Tomás Araújo - Era para ter ficado no banco, mas uma lesão de António Silva no aquecimento fê-lo titular. Começou por experimentar dificuldades com Begraoui, mas cedo assentou jogo e realizou uma exibição competente. Surgiu, em diversas ocasiões, a liderar a equipa na saída de bola, com incursões que criaram situações de superioridade numérica ao Benfica

6 - Otamendi - O ‘patrão’ do costume, sempre bem-posicionado, como no lance em que impediu que a bola rematada por Orellana chegasse a Trubin (19). Esteve na jogado do penálti de Marqués, num lance em que deu a sensação de ter sofrido falta antes da ‘mão’ do ponta-de-lança estorilista. 

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5 - Dahl – Uma partida nada convincente do lateral sueco, a atravessar uma quebra de forma. Não esteve bem perante os desconcertantes Guitane e Begraoui, nem se destacou particularmente a atacar, pela incapacidade de dar largura e profundidade ao jogo. Com a chegada de Sidny tem a titularidade em risco. 

7 - Manu - O ex-vimaranense aproveitou a lesão de Barrenechea para gritar aos quatro ventos que tem lugar na equipa (se calhar, ao lado do argentino ex-Aston Villa...). Impôs-se a meio-campo pela capacidade atlética (ao estilo de João Palhinha), pelo sentido posicional e pela certeza no passe curto. Num jogo contra um Estoril de muitos ataques rápidos, foi precioso para o Benfica.  E ainda teve chegada à área, surgindo em posição de faturar aos 26 minutos.  

5 - Richard Ríos - Foram 90 minutos esforçados, mas nada inspirados. A forma como cumpriu a missão de ‘playmaker’ foi marcada por inúmeras perdas de bola, nunca parecendo confortável dentro das quatro linhas. É verdade que lutou, mas apresentou-se alguns furos abaixo do que já se lhe viu fazer.  

6 - Prestianni - Voltou a ser o principal agitador da equipa, intercalando bons momentos com fases de muito atabalhoamento. De qualquer forma, procurou manter a intensidade da equipa em níveis elevados, e teve dois remates perigosos. Deliciosa a jogada (roleta) que assinou aos 39 minutos; a requerer revisão (pedagógica) a falta que cometeu sobre Pedro Amaral aos 65 minutos. 

6 - Barreiro - Apresentou-se contra o Estoril mais em quantidade do que em qualidade, exceção feita ao ótimo passe para Pavlidis no lance do 2-0. Trabalhou muito, ajudou o grego na pressão alta, mas não teve a centelha de inspiração que faz a diferença. Uma exibição... ‘honesta’. 

3 - Sudakov - Dois remates desenquadrados, umas quantas incursões bem-sucedidas da esquerda para o meio, e pouco mais. No capítulo da convicção, esteve abaixo do exigível. Inúmeras bolas divididas perdidas por falta de firmeza a meter o pé, incluindo o lance que acabou em golo do Estoril. Tarda em fazer jus aos créditos com que chegou à Luz. 

5 - Aursnes - Foi para a ala direita, e ajudou a acalmar Dedic, tapando as incursões estorilistas. Deu um contributo positivo à estabilidade da equipa.  

6 - Sidny - Não precisou de muito para conquistar o Terceiro Anel. Revelou atrevimento, intensidade e fome de bola, atributos suficientes para criar uma primeira boa impressão. A isto juntou inegável talento, traduzido, qual cereja no topo do bolo, por uma ótima assistência para o 3-1 de Pavlidis. 

- - Ivanovic - Pouco tempo no lugar de Pavlidis, aproveitados para cumprir defensivamente nas saídas de bola dos ‘canarinhos’. 

- - João Rego - Assinou o ponto, na vitória do Benfica