Fernando Sá: «Poucos acreditaram que chegássemos à final»
A cumprir a quarta temporada à frente do FC Porto, Fernando Sá vai, aos 56 anos, viver a terceira final da Liga Betcic. Isto numa temporada nada fácil para a equipa, demasiado marcada por lesões, inadaptações e outros problemas que, durante largos meses, lhe permitiram ter o plantel completo.
«Tivemos algum relaxamento quando o Sporting meteu os jogadores da rotação e isso não pode acontecer. Temos de respeitar todos os jogadores da mesma maneira e os planos de jogo têm de ser cumpridos», começou por afirmar em conferência de imprensa após a vitória sobre os leões, pese a recuperação de mais de 20 pontos do adversário.
«Sempre que relaxámos e deixámos que eles lançassem com tranquilidade e ganhassem ressaltos defensivos e ofensivos, rapidamente o jogo mudou. Demorámos a reagir, até porque a alteração do resultado não foi imediata, foi gradual. A ficha caiu no momento em que o Sporting passou para a frente e voltámos outra vez ao nosso plano de jogo, limitando as ações ofensivas do Sporting e ganhando mais ressaltos», completou.
«Vencemos por uma vantagem confortável relativamente ao tempo que faltava de jogo e foi uma vitória merecida pelo trajeto que fizemos neste play-off. Jogámos com um adversário que ganhou duas competições esta época, que fez uma excelente temporada, e sabíamos que ia ser extremamente complicado, pelo que este triunfo é muito importante por todos os problemas que tivemos durante a época e continuamos a ter», considerou sem especificar.
«Muito pouca gente acreditava que pudéssemos chegar à final, mas já lá estamos».
Quanto ao que agora o espera: «O Benfica já vai com quatro títulos seguidos, é uma equipa habituadíssima a jogar finais, tem basquetebolistas experientes e está construída com bases sólidas há muitos anos. Nós temos esta semana para recuperar, treinar, para conseguirmos competir e alcançar esse objetivo que é o titulo nacional», concluiu.
Luís Magalhães: «Queremos conquistar títulos, mas só temos cinco estrangeiros»
Por seu lado, Luís Magalhães, de 68 anos, não conseguiu fazer um triplete e levar mais um campeonato para Alvalade. «Não entrámos muito mal, mas o FC Porto entrou diabólico e fez 30 pontos nos primeiros sete minutos», recordou.
«Conseguimos parar o FC Porto durante três minutos, recuperámos alguma coisa e depois fomos paulatinamente à procura do resultado com paciência e das melhores soluções e até passámos para a frente».
«No momento em que conseguimos fazê-lo mais uma vez, a grande pecha da equipa, que são os ressaltos, fez-se sentir. Falta-nos um jogador que consiga garantir sete, oito, dez ressaltos por jogo», justificou.
«O FC Porto ganhou depois outra vez alguma vantagem e foi gerindo muito bem, porque, mesmo quando os outros jogadores tremeram, passavam a bola ao Cornelius [Hudson] e ele, que tem muita qualidade, resolvia. Infelizmente para nós, ele apareceu e o FC Porto acabou por ganhar com mérito».
Magalhães lamentou as limitações da equipa: «Queremos conquistar títulos, mas só temos cinco estrangeiros. Deu-me um gozo tremendo trabalhar com esta equipa, porque é espetacular, tem gente nova, de primeiro e segundo ano porque a soma dessa gente é que conseguimos pagar. O nosso orçamento, comparativamente com o dos outros, é muito baixo».
«Os jogadores foram enormes. Fomos a equipa portuguesa que nas competições europeias foi mais longe e tivemos mais seis jogos do que os outros», fez questão de realçar.