Saiba algumas das conclusões de Rui Borges do estágio do Sporting
O Sporting voltou a rumar ao Algarve, mais concretamente a Lagos, para cumprir mais um estágio de pré-época. Após nove dias à beira-mar e três jogos disputados, é tempo de fazer um breve balanço.
No cômputo geral, os leões marcaram 12 golos e sofreram apenas um — frente a Celtic (4-1), Portimonense (1-0) e Estrasburgo (7-0) —, mas estes dados são de conhecimento público. A BOLA desvenda agora os sinais positivos e negativos que Rui Borges retirou deste período de trabalho intenso.
Quanto aos resultados, o treinador continua a defender que vencer é sempre preferível a perder, mas quer manter o grupo com os pés bem assentes na terra e com ambição, lembrando que se trata apenas de uma fase de preparação. Ainda assim, o técnico apreciou bastante a atitude demonstrada pelos atletas no Sul do país.
O foco incidiu no ganho de condição física e na criação de novas rotinas — nomeadamente num meio-campo totalmente remodelado —, existindo desempenhos em bom plano e outros abaixo do esperado.
No que respeita aos reforços, a maior surpresa foi o dinamarquês Silas Andersen. O médio destacou-se pela postura desinibida e pela forte personalidade em campo, mostrando-se sempre disponível para assumir a posse de bola e projetar a equipa para o ataque. Além disso, a sua agressividade positiva nos duelos agradou particularmente a equipa técnica.
O jogador, contratado aos suecos do Hacken por 7,25 milhões de euros (acrescidos de 2,75 milhões em variáveis), tratou-se de uma oportunidade de negócio e deixou uma boa primeira amostra de que o mercado nórdico pode continuar a ser um investimento bastante lucrativo para Alvalade.
Quanto aos elementos que já integravam o plantel mas pareciam de saída, dois laterais aproveitaram o estágio algarvio para se agarrarem à oportunidade e garantirem espaço: Vagiannidis e Ricardo Mangas.
Este último até poderia ser transferido por uma verba interessante para os compradores— cerca de 2 milhões de euros —, contudo, apresentou-se em excelente forma física e perfeitamente integrado nas dinâmicas coletivas. Por essa razão, o Sporting trancou a porta a novas contratações para a esquerda defensiva, setor que fica assegurado por Mangas e pelo inquestionável Maxi Araújo. Ambos podem não partir como titulares absolutos, mas garantem profundidade de qualidade ao elenco leonino.
Por sua vez, na posição de central, Eduardo Felicíssimo aproveitou da melhor forma a ausência do infeliz regresso de Bruno Ramos aos estaleiros, deixando excelentes anotações no bloco de notas de Rui Borges.
No polo oposto figurou Souleymane Faye: testado como lateral-direito, o jogador voltou a não corresponder às exigências da equipa técnica nesta pré-temporada.