FC Porto manda Sporting de férias e marca final com Benfica
Ter de vencer fora para evitar a eliminação, para depois levar a decisão da semifinal de volta a casa na negra, não é fácil. Só que começar esse encontro decisivo permitindo uma sequência de 19-0 (30-10) em menos de 4 não será propriamente a melhor maneira de entrar num momento tão importante. E não foi.
É verdade que a formação de Luís Magalhães ainda fez o que parecia impossível e entrou na discussão do resultado. Primeiro com um parcial de 5-13 no 2.º quarto (49-38) e, depois, ao dominar o 3.º período, no qual chegou pela primeira vez à liderança desde o 7-8: aconteceu pouco antes (74-75) do final do quarto e repetiu-se à entrada do derradeiro período (76-78).
No entanto, o desgaste exigido até então na defesa e no ataque, a ausência de qualquer triplo nos derradeiros 10 minutos — após ter convertido sete no período anterior — e a reação e coesão dos anfitriões acabaram por traçar o destino dos lisboetas. Férias!
Com uma vitória sobre o Sporting por 94-86 (30-14, 27-33, 19-28, 18-11) no Jogo 4 da meia-final do play-off da Liga Betclic — série em que começou por roubar o fator casa no primeiro embate no Pavilhão João Rocha (70-81) —, o FC Porto garantiu, pela terceira temporada seguida e quinta nas últimas seis, um lugar na luta pelo título nacional.
Uma vez mais contra o tetracampeão Benfica. O último título (12.º) no historial dos nortenhos aconteceu em 2015/16 e, desde então, estiveram em seis finais.
O Sporting, que entra de férias depois de ter arrebatado a Taça de Portugal e a Taça Hugo dos Santos, torna a ser afastado pelos homens de Fernando Sá na semifinal. Há um ano havia sido por 3-0. A sua última final aconteceu em 2022/23 e o título (o nono) em 2020/21. O primeiro confronto entre Benfica e FC Porto está marcado para a Luz, no domingo.
Nas últimas 20 temporadas — sem contar com a de 2019/20, que não terminou devido à pandemia —, esta será a nona vez que os dois gigantes se deparam. Em oito os encarnados levaram a melhor em seis. E desde que tudo é resolvido em play-off (1995/96), o balanço continua a ser favorável aos da capital: 6-3. O Benfica é o clube com mais campeonatos ganhos: 31!
Curioso é que, desta vez, os turnovers (9-5) até foram baixos de ambos os lados e o banco dos verdes e brancos conseguiu ser superior (27-48). A diferença é que os portistas tornaram a levar a melhor na luta das tabelas (44-35) e no acerto do lançamento de dois pontos (24/35, 68%), o que lhes permitiu obter 44 dos seus pontos na área restritiva.
Isto apesar de Cornelius Hudson (24 pts, 13 res) ter registado 4/7 em triplos, com destaque para os dois obtidos durante os referidos loucos 4 minutos no 1.º período, em que o FC Porto marcou cinco triplos, quatro deles seguidos.
Outro fator importante. Em todos os jogos existiu sempre alguém dos dragões que deu um passo em frente nos momentos difíceis e ajudou a fazer a diferença. Desta feita foi Robert Beran (21 pts, 7 res), com 4/9 para lá da linha dos 6,75m. Já Miguel Queiroz (14 pts, 8 res, 4 ass), Gonçalo Delgado (10) e Miguel Maria (2 pts, 6 ass) cotaram-se como elementos com quem Sá pôde contar.
Diogo Ventura (24 pts, 5 res, 6 ass), que converteu 4 triplos em 10 tentativas, não tremeu perante os gritos. Não muitos, de «palhaço» que vieram da bancada e ajudou a silenciar a mesma. Contudo, faltou mais alguém para aparecer ao lado de Francisco Amarante (19 pts, 7 res, 3 ass), Brandon Johns (17 pts, 5 res) e Malik Morgan (11) que provocasse uma faísca de génio para encurtar os 90-86 que se verificavam a 53s do apito final.
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