SC Braga empatou a dois no particular frente ao Celta - Foto: SC Braga
SC Braga empatou a dois no particular frente ao Celta - Foto: SC Braga

Um Clube. Uma Cidade

Ecos da Pedreira é o espaço de opinião de Diogo Costa, Médico interno de Psiquiatria e associado do SC Braga

Na sequência do SC Braga Day do passado sábado, reflito um pouco sobre tudo aquilo que este dia pretende representar e simbolizar. Este evento, que tem vindo a ganhar cada vez mais relevância e que já faz parte dos planos de pré época de muitos braguistas e bracarenses, é mais uma das várias iniciativas que têm como objetivo principal o fortalecimento da ligação entre o clube e a cidade.

Entre várias atividades, foram milhares as pessoas que passaram na alameda do Estádio, em semana de anúncio do balanço do recente processo de renumeração de sócios. Analisando os factos, contabilizou-se um total de 29.713 associados, praticamente o dobro do resultado final da última renumeração, em 2020 (15.642). Além disso, é de realçar os impressionantes 69% de sócios com idade igual ou inferior a 35 anos. Um sinal de rejuvenescimento do clube, fruto das suas recentes iniciativas, e que dá alento para o futuro.

Conforme já tive oportunidade de dizer previamente, e espelhado também nos importantes 83% de taxa de retenção de sócios, este terá de ser o principal foco e missão do clube nos próximos anos, para que a sua massa associativa cresça de forma sustentada. O apoio que daí virá pode, em muitos casos, ser a diferença entre uma vitória e uma derrota.

Em paralelo, e à semelhança da época anterior, realizou-se o último teste de preparação da pré-temporada frente aos espanhóis do Celta de Vigo. O jogo terminou empatado a duas bolas e já permitiu aos presentes matar saudades, regressar ao seu lugar de sempre, ver algumas caras novas a jogar e voltar a festejar golo do SC Braga. Bernardo Fontes, Diogo Travassos, Adrian Bajrami, Sergio Barcia, Denis Huseinbasic e Gabriel Silva pisaram, pela primeira vez, o relvado do Municipal como jogadores do SC Braga, causando, de forma global, boas impressões.

Lamenta-se a ausência, por indisponibilidade física, de Jonas Wind, um nome internacionalmente reconhecido e em quem se depositam fortes esperanças para a frente de ataque. Também à semelhança da época anterior, viu-se, sobretudo na primeira parte, um SC Braga de posse, futebol apoiado, toque curto e elevado recorte técnico.

As ideias estão implementadas e a identidade é cada vez mais reconhecível e, por isso, as expectativas são de melhoria, tanto em termos exibicionais, como no que diz respeito aos resultados, comparativamente ao arranque de 2025/2026.

A época oficial começa já amanhã, na Sérvia, frente ao Zeleznicar Pancevo, a contar para a 2ª pré-eliminatória da Liga Conferência. De particular relevância o facto de, à data de escrita deste texto, e a poucas horas da realização do jogo, ainda não estar garantida a sua transmissão televisiva em Portugal.

Um espelho daquilo que (não) é a valorização do nosso futebol. A segunda mão, no próximo dia 30, é o primeiro jogo oficial em casa e também a primeira oportunidade de demonstrar a união de que falo acima. Um Clube. Uma Cidade. Todos juntos pelo SC Braga.

Aproveitando a oportunidade, parabenizo a Espanha pela justa conquista do Mundial de 2026. Pela frente tiveram uma Argentina globalmente incapaz e iluminada, apenas, pelo talento inenarrável de Lionel Messi, a quem o mundo do futebol agradece por todas as memórias futebolísticas.

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