Crise financeira no Santos pode levar à saída de jogadores a custo zero
O Santos enfrenta uma grave crise financeira, com três meses de direitos de imagem em atraso, e corre o risco iminente de perder jogadores para clubes rivais do Brasileirão sem qualquer compensação financeira, segundo a imprensa brasileira. A situação agudizou-se neste mês de julho, quando o clube não conseguiu os fundos necessários para regularizar as dívidas.
A situação permite que os atletas procurem a rescisão unilateral do contrato, uma ameaça que pode ser acionada antes mesmo do terceiro mês de incumprimento. A Lei Geral do Desporto de 2023 estipula que dois meses de atraso no pagamento de salários, direitos de imagem ou outras contribuições são suficientes para um jogador rescindir unilateralmente.
Para além da perda do jogador sem qualquer encaixe financeiro, algo que já aconteceu com o ex-FC Porto Tiquinho Soares, o clube pode ainda ser obrigado a pagar a totalidade da cláusula compensatória. Esta cláusula corresponde à soma de todos os salários que o atleta receberia até ao final do seu contrato, um valor que se tornaria imediatamente exigível.
O cenário agrava-se com a possibilidade de os jogadores que rescindirem poderem transferir-se de imediato para qualquer rival do campeonato brasileiro, independentemente do número de jogos já realizados na competição. Esta permissão está consagrada no 4º do Artigo 90 da Lei Geral do Desporto, que autoriza a transferência e participação na competição em curso, desde que a inscrição ocorra dentro do prazo regulamentar.
Enquanto lida com esta turbulência financeira, o Santos prepara-se para um importante compromisso internacional. A equipa defronta o Universidad Central de Venezuela (UCV) esta terça-feira, na primeira mão do play-off da Taça Sul-Americana, sendo que é esperado o regresso de Neymar ao plantel, após a participação no Mundial 2026. O avançado de 34 anos tem contrato até ao final do ano.