FC Porto: Diogo Costa é um seguro de vida, mas... PSG (ainda) procura um guarda-redes
Na noite em que o FC Porto somou mais três pontos frente ao Rio Ave, o nome de Diogo Costa voltou a elevar-se um patamar acima de todos os outros. Foi, aliás, a reiteração do que já demonstrara na receção ao Alverca e no compromisso diante do Torreense.
O guardião internacional português, que na próxima jornada poderá somar o jogo 250 pelo FC Porto, provou por que razão é considerado um dos melhores do mundo, negando o golo aos vilacondenses, com especial destaque para uma intervenção soberba a cabeceamento de Tamble Monteiro.
O resultado final poderia ter sido bem diferente não fosse o monstro que habita entre os postes da baliza azul e branca. Diogo Costa mostrou ser uma muralha intransponível, impedindo que a vantagem construída na primeira parte fosse beliscada pelo ímpeto do Rio Ave.
Com uma elasticidade de felino, o guarda-redes somou intervenções em momentos críticos do jogo, conferindo o oxigénio de que a equipa de Francesco Farioli precisava para manter a estabilidade emocional em Vila do Conde. Provou, uma vez mais, que está talhado para vencer duelos de um para um: manda na área, antecipa os movimentos dos avançados e transforma situações de golo iminente em meras notas de rodapé estatísticas.
Este desempenho é apenas mais um capítulo de um portfólio que mantém os principais clubes europeus em estado de alerta. Com uma cláusula de rescisão fixada nos 60 milhões de euros, Diogo Costa é visto não apenas como um guarda-redes de presente, mas como o investimento mais seguro para a próxima década.
É o protótipo do guardião moderno: exímio entre os postes, imperial nas saídas e um autêntico quarterback na construção de jogo. Ainda assim, os colossos europeus não se disponibilizaram, até ao momento, a bater os 60 milhões de euros exigidos pela SAD comandada por André Villas-Boas para libertar aquele que é, sem dúvida, um dos grandes pilares do clube.
A preponderância de Diogo Costa é absoluta. Para se ter uma ideia, basta atentar ao facto de o FC Porto ter sofrido golos em todos os jogos da pré-época em que ele esteve ausente. Já nos compromissos oficiais — frente a Torreense, Alverca e Rio Ave — a baliza ficou a zeros.
A cada intervenção como a de ontem, o seu valor de mercado parece expandir-se, tal como ele se estica para chegar a bolas impossíveis. Para os adeptos portistas, o sentimento é um misto de admiração e receio: a admiração de ver um talento geracional a defender as cores do clube e o receio de que cada exibição de gala seja um passo em direção à inevitável transferência para as luzes da ribalta das grandes ligas.
A ameaça pode vir de Paris
Enquanto o mercado não dita o futuro, o FC Porto dorme descansado. Como se viu contra o Rio Ave, para bater este FC Porto, primeiro é preciso conseguir quase o impossível: bater Diogo Costa.
Contudo, o perigo espreita em Paris. O PSG continua a ser uma ameaça latente, especialmente após a transferência de Zion Suzuki, do Parma para o clube francês, ter sido subitamente cancelada.
O emblema parisiense terá desistido do negócio devido a novas exigências financeiras dos representantes do guarda-redes japonês. Apesar de o acordo verbal estar fechado por 35 milhões de euros, o processo colapsou por questões de comissões. Com esta vaga por preencher, o nome de Diogo Costa volta a ganhar força no radar do campeão francês.
Francesco Farioli tem assim razões para estar apreensivo e, ironicamente, mandar fechar o aeroporto. Diogo Costa é um verdadeiro seguro de vida do dragão...