Olise há só um... mas Donnarumma também (crónica)
França e Itália empataram, nesta sexta-feira, a uma bola, no Stade de France, em jogo a contar para a terceira jornada do Grupo A1 da Liga das Nações, desfecho que se explica pela menor eficácia francesa, pela estrondosa exibição de Donnarumma, mas também de um atrevimento italiano que se viu a espaços e que foi o suficiente para levar um ponto da capital francesa.
Sem o sportinguista Doumbia no onze (só entraria aos 80', para o lugar de Frattesi), a formação liderada por Roberto Mancini passou por um sufoco nos primeiros 25 minutos, sem conseguir construir uma jogada com cabeça tronco e membros. Juntando as suas linhas junto à área, tentava apenas travar o carrossel gaulês, que no entanto raramente conseguiu encontrar espaços.
Daí que por ironia as primeiras oportunidades até foram da Itália, sempre forte nas bolas paradas ou segundas bolas. Aos 40', Esposito ficou a centímetros do golo.
Com um 0-0 ao intervalo, a França iniciou a segunda parte com mais atrevimento e sentido prático, provavelmente com indicações de Zinédine Zidane para os seus jogadores rematarem mais vezes de longe, nas zonas que não estavam preenchidas por uma florestas de pernas.
E foi aí que começou a aparecer Donnarumma, travando os remates mais distantes mas também os de perto (extraordinária a parada a recarga de Dembelé). O guarda-redes do Man. City só não conseguiu travar o livre de Olise (56'), cuja execução volta a colocá-lo no patamar dos melhores do mundo.
Mas percebeu-se que a Itália pelo menos tem a capacidade de não se desmoronar na adversidade. E num lance de pressão alta, aos 68', na sequência de um passe a queimar de Rabiot e má receção de Da Cunha, quando a França estava desequilibrada em momento defensivo, Bastoni apareceu isolado frente a Maignan, não falhando o golo do empate.
O festival Donnarumma continuou (7 defesas contra 1 de Maignan), mas aos 85' Upamecano viu o segundo amarelo, o que permitiu à Itália acreditar na reviravolta, o que esteve perto de acontecer, não fosse Barella falhar a baliza em zona privilegiada. Um ponto para cada lado que deixa tudo em aberto no grupo.