Rooney e Ronaldo entre as estrelas que fizeram seguros para partes do corpo
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Pernas, pénis e até o bigode: estrelas protegem bens mais preciosos

Rooney tornou-se a mais recente figura a juntar-se à lista de atletas que decidiram recorrer a seguros para proteger os seus bens mais preciosos

No universo do desporto de elite, a salvaguarda do património vai muito além de habitações luxuosas ou automóveis topo de gama. Wayne Rooney tornou-se a mais recente figura a juntar-se à lista de atletas que decidiram recorrer a seguros para proteger os seus bens mais preciosos. A antiga lenda do Manchester United, que realizou dois transplantes capilares há mais de uma década, avançou agora para a proteção do seu cabelo.

O antigo internacional inglês integra assim uma extensa lista de personalidades desportivas que, ao longo dos anos, optaram por salvaguardar partes específicas da sua anatomia.

Milhões nas pernas: de Beckham a Cristiano Ronaldo e Messi

David Beckham foi um dos grandes pioneiros nesta matéria. Famoso pela perícia no remate, mas também pelo estatuto de ícone da moda e empresário, o antigo jogador do Manchester United e do Real Madrid contratou, em 2006, uma apólice no valor de 117 milhões de euros. O acordo cobria pernas, pés, dedos dos pés e a própria imagem, configurando o maior seguro pessoal da história do desporto à época.

Anos mais tarde, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi elevaram as fasquias a novos patamares para precaver um eventual desfecho prematuro das respetivas carreiras. O internacional argentino segurou as pernas por um valor reportado de 800 milhões de euros, superando largamente a marca de Beckham. Já o avançado português fechou uma apólice avaliada em cerca de 128 milhões de euros. Ambos mantêm estatutos salariais astronómicos na atualidade.

Guardiões das balizas e o volante da Fórmula 1

Entre os guarda-redes, a prioridade recaiu nas mãos. O histórico capitão do Real Madrid e ex-FC Porto, Iker Casillas, subscreveu uma apólice de sete milhões de euros em 2007 para cobrir qualquer imprevisto com os seus membros superiores. Já Manuel Neuer, figura do Bayern, seguiu o mesmo caminho em 2014 após sagrar-se campeão do Mundo pela Alemanha. O seguro do guardião germânico custou cerca de três milhões de euros e só é acionado perante lesões graves que o impeçam de atuar profissionalmente na baliza.

No automobilismo, Fernando Alonso seguiu um trajeto distinto. Em 2012, quando representava a Ferrari, o piloto de Fórmula 1 viu os seus polegares serem segurados por cerca de 10 milhões de euros. A iniciativa partiu do Santander, patrocinador da Ferrari, tratando-se de uma ação promocional associada a apólices de vida e acidentes pessoais. O patrocinador justificou a medida destacando a importância do membro:

Os casos mais insólitos:

Entre os casos mais invulgares encontra-se o de Keiran Lee, futebolista amador do Mickleover FC e ator de filmes para adultos. O jogador da Sunday League e adepto do Derby County viu o seu órgão genital com um seguro avaliado em cerca de 939 milhões de euros através da produtora Brazzers, no seguimento de uma estratégia de marketing.

«A ideia do pénis de um milhão de euros foi uma estratégia de marketing da Brazzers. Disseram-me um dia: 'O Beckham fez um seguro para o pé direito, a Jennifer Lopez colocou um preço no rabo... vamos fazer um seguro para o teu pénis'. Acho que começou como uma piada, porque eu era sempre quem salvava as gravações se fosse necessária alguma cena. Disseram: 'Se o Keiran alguma vez partir o pénis, estamos tramados, vamos fazer um seguro'», recordou Keiran Lee à Loaded World.

Também no críquete houve espaço para apólices invulgares. O antigo lançador rápido Merv Hughes, figura emblemática da seleção da Austrália durante as décadas de 1980 e 1990, decidiu proteger o seu icónico bigode com uma apólice de seguro.

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