«Messi escolheu-me para ser o capitão da Argentina»
A despedida de Lionel Messi da seleção da Argentina assinalou o fim de uma era e abriu portas a um novo ciclo na equipa orientada por Lionel Scaloni. Nesse contexto, Cristian Romero revelou os bastidores da sua nomeação como novo capitão da formação albiceleste, uma decisão que partiu diretamente do antigo camisola 10 em sintonia com o selecionador.
«Ele escolheu-me para ser o capitão da seleção e para mim é uma bonita responsabilidade. Que o tenha feito juntamente com o treinador é algo formidável», revelou o central do Atlético Madrid, admitindo o impacto do vazio deixado pelo astro: «Torna-se estranho nesta data FIFA que ele não esteja. Obviamente que isso ia acontecer em algum momento, mas jamais teria imaginado que se fosse sentir tanto a sua ausência.»
Lionel Messi irá juntar-se à comitiva apenas para cumprir o seu jogo de despedida diante do Benín, agendado para a madrugada de quarta-feira, dia 7 de outubro. Romero aproveitou para expressar todo o afeto que nutre pelo compatriota: «A minha maneira de ser é assim, meio desajeitada, meio bruta. Disse-lhe que me arrependo de não lhe ter demonstrado tanto esse amor que sempre tive por ele. Vai fazer-se sentir muito mais a sua falta do que as pessoas pensam.»
«Aprendi muito com ele. Liderou sempre de uma forma em que nunca se colocou à frente de ninguém. Emociono-me sempre com o vídeo de quando vencemos a Inglaterra, em que todo o mundo o ovacionava e ele apontava para a equipa. Para mim é o maior futebolista de todos os tempos e, além disso, uma pessoa brilhante», completou o internacional argentino.
Recorde-se que a estreia de Romero com a braçadeira de capitão já sucedeu em Córdoba, a sua província natal, durante o encontro particular frente à Bolívia. Na ocasião, a formação de Scaloni triunfou por 4-0, tendo o defesa apontado um golo antes de dar o seu lugar a Leonardo Balerdi.
O adeus de Messi motivou igualmente declarações sentidas por parte do selecionador e de vários companheiros de balneário. Lionel Scaloni, que comandou o capitão em 78 partidas e conquistou quatro títulos, mostrou-se «eternamente grato» por ter integrado esta «história maravilhosa». Por sua vez, Lisandro Martínez expressou o sentimento do grupo ao sublinhar um «amor impressionante» que durará «para toda a vida», ao passo que Alexis Mac Allister descreveu a experiência de atuar ao lado do astro como «algo irrepetível».
Julián Álvarez, que partilhou o relvado com Messi em 48 partidas, destacou a influência do camisola 10 enquanto ídolo de infância e modelo a seguir. No âmbito da renovação do plantel liderada por Scaloni, jovens como Nico Paz e Franco Mastantuono também abordaram o legado deixado pelo capitão. O médio do Como, apontado como um dos candidatos a herdar o mítico dorsal 10, frisou a sua gratidão e tudo o que aprendeu ao lado da lenda argentina.