Luis Quintero, extremo colombiano do Torreense - Foto: IMAGO
Luis Quintero, extremo colombiano do Torreense - Foto: IMAGO
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Extremo do Torreense recorda «festival» na final da Taça e nega de... Suárez

Avançado do Sporting recusou dar a camisola a compatriota, que destacou o peso da derrota. Quintero admitiu que rotação esteve em cima da mesa antes do Jamor

Luis Quintero efetuou um balanço de nove meses ao serviço do Torreense no podcast El After de Post United. A conquista da Taça de Portugal, às custas do Sporting (2-1), em maio, foi tem incontornável.

O extremo colombiano recordou que, quando foi contratado, o Torreense já estava nos quartos de final: «Disseram-me 'se ganharem, passam às meias-finais e provavelmente calha o FC Porto ou o Sporting.' E eu pensava 'Espetáculo, mesmo se perdermos ir jogar ao Dragão ou a Alvalade é incrível'.»

Quis o destino que o adversário fosse o Fafe e o Torreense alcançasse uma final histórica. Quintero recordou uma conversa com o treinador, Luis Quintero, e do diretor-geral, André Sabino, na antecâmara da final, que tirou a pressão ao plantel: «Disseram-nos 'Pensámos em rodar a equipa na final da Taça, dar oportunidade aos menos utilizados, porque são jogos muito seguidos e não estamos habituados a jogar de 4 em 4 dias. Mas pensámos melhor e não o vamos fazer porque não é a nossa mentalidade.» Fomos para a final com ambição e sem pressão. A mensagem foi '«Não há pressão, joguem o que sabem e desfrutem. O plano de jogo é este e seja o que Deus quiser'.»

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O Torreense entrou na máxima força, a meio de um play-off de subida contra o Casa Pia, começou a ser feliz aos 4': «Golo de canto, quando não tínhamos marcado um único golo de canto durante o ano inteiro!»

«Vamos para o intervalo, olhámos uns para os outros e dissemos 'Podemos ganhar isto! Estamos a ganhar 1-0, faltam 45 minutos.' Naquele momento perder já teria custado muito mais do que sofrer cinco golos logo a abrir, porque estás a ganhar e notas a intranquilidade neles», frisou. Nem o golo de Luis Suárez, aos 54', e o remate certeiro anulado a Geny Catamo «por nada» aos 64' desorganizaram o Torreense que, de acordo com o extremo sul-americano, estava confortável na partida.

« Não fomos encostados nos últimos minutos, estávamos bem posicionados. Chega o prolongamento e foi um festival nosso!», frisou. Stopira assinou o 2-1 final aos 106' e o Torreense lutou pela felicidade: «Eles não tiveram mais nenhuma ocasião clara. Metemos o autocarro, não passámos muito mal acabámos por vencer a Taça de Portugal ao Sporting.»

«Nunca recebi tantas mensagens na minha vida», frisou. Quintero lamentou, ainda assim, não ter saído do Jamor com tudo o que queria: «Quando acabou fui pedir a camisola ao Luis Suárez e ele disse-me que não. Contou-me uma história, que tinha de dar à mãe dele. Até eu tinha três equipamentos para o jogo.»

Luis Suárez marcou na final da Taça de Portugal, mas não foi suficiente para evitar derrota com o Torreense - Foto: Miguel Nunes
Luis Suárez marcou na final da Taça de Portugal, mas não foi suficiente para evitar derrota com o Torreense - Foto: Miguel Nunes

O criativo colombiano brincou que os jogadores do Sporting «têm mil camisolas» e que o avançado leonino recusou «de certeza por causa da dor  de ter perdido a final.» «Disse-me: 'Não, não dou'. Cumprimentei-o antes do jogo, tudo perfeito. Mas perdeu a final e, por alguma razão, não me deu a camisola.»

Quintero recordou ainda dois momentos importantes dos primeiros meses em Torres Vedras: a subida falhada à Liga e a Supertaça diante do FC Porto. O internacional sub-20 colombiano lamentou o facto da final da Taça de Portugal ter sido disputada a meio do play-off diante do Casa Pia: «O desgaste físico tinha sido enorme e perdemos fora de casa. Foi um murro no estômago, porque ganhas a Taça, estás no melhor momento da tua vida e três dias depois perdes o objetivo de uma época inteira, que era a subida de divisão.»

«Na primeira mão em casa contra o Casa Pia empatámos 0-0. O guarda-redes deles atirou-se para o chão umas seis vezes. A segunda parte foi uma barbaridade. Já não se pode fazer isso, porque se o guarda-redes se atira para o chão e é assistido tem de sair um minuto, mas na altura jogaram com as armas que tinham e correu-lhes bem», defendeu.

Quintero durante a final da supertaça- Foto: IMAGO

Quintero recordou posteriormente a derrota diante do FC Porto, dois meses depois, na Supertaça: «Perdemos 0-1, mas foi um jogo muito diferente da final contra o Sporting. Jogámos mil vezes melhor. Nos primeiros 15 minutos tivemos o FC Porto completamente encostado ao seu meio-campo. Mas é daquelas equipas que tem uma ocasião e faz golo, não perdoa.»

Quintero foi titular nos primeiros três jogos do Torreense esta época, mas somou apenas 32 minutos nos últimos quatro. O médio ficou mesmo de fora da lista para as partidas da UEFA Europa League. «O clube teve os seus motivos. Neste momento estou focado no campeonato e na Taça com a mesma ambição. Logicamente adoraria jogar a Liga Europa, mas tomaram uma decisão e resta-me respeitar.»

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