O Torreense venceu o Sporting, após prolongamento, e conquistou a Taça de Portugal — Foto: Manuel de Almeida/LUSA
O Torreense venceu o Sporting, após prolongamento, e conquistou a Taça de Portugal — Foto: Manuel de Almeida/LUSA

As velhas torres resistiram até o próprio leão desabar (crónica)

Torreense vence Sporting após prolongamento, numa exibição de grande coesão e capacidade de sofrimento. Equipa de Rui Borges voltou a não estar a altura quando estava 'obrigada' a vencer. A de Luis Tralhão vai jogar a Liga Europa

Rui Borges manteve o último onze da Liga para uma empreitada em teoria muito mais tranquila do que o habitual. Daí que, antes mesmo do pontapé de saída, e na reportagem televisiva, o treinador do Sporting tenha voltado a ouvir elogios dos comentadores e sido questionado sobre o segredo para manter uma equipa tão humilde, à sua imagem. Faltavam ainda pelo menos 90 minutos para a eventual conquista do único troféu da temporada, que se tinha tornado uma obrigação, a partir do momento em que se soube que seria o Torreense, a lutar ao mesmo tempo pela subida ao primeiro escalão, o adversário no Jamor.

Tenha sido deslumbramento ou não, a verdade é que foram os de Torres Vedras os que entraram melhor, bem mais agressivos e rápidos a chegar aos duelos. E, aos quatro minutos, num pontapé de canto que tinha sido consequência do seu primeiro momento de afirmação no ataque, chegaram ao 1-0. Vázquez cruzou, Leo Azevedo desviou, Morita falhou e Zohi não perdoou.

Os leões montaram o cerco à baliza de Lucas Paes, mas Gonçalo Inácio ainda foi obrigado a cometer falta cirúrgica, para amarelo, aos 15', quando Zohi se isolava perante Rui Silva.

Na frente, a equipa de Rui Borges acertou a pressão na saída do rival ao colocar Suárez e Trincão em cima dos centrais Ali-Diadié e Stopira, mas entrava depois em ação a boa distribuição do guarda-redes Lucas Paes. O Torreense furava essa linha, porém perdia a bola pouco depois, com os encurtamentos dos defesas e a presença assertiva dos médios verde e brancos nesses momentos.

O bloco baixo dos homens de Luís Tralhão permitia, por seu turno, a Inácio ter várias vezes a bola descoberta para bater longo para Maxi Araújo, Pedro Gonçalves ou mesmo Suárez sobre a esquerda. Do lado direito, eram as combinações Catamo-Vagiannidis que iam causando problemas. O 4x3x3 dos azuis grenás acabava por se desdobrar em 5x4x1 com o baixar de Léo Azevedo ou mesmo numa linha de 6, sendo Quintero lateral-direito no momento defensivo.

As oportunidades começaram a aparecer para os lisboetas. Aos 20', Pedro Gonçalves atirou escandalosamente por cima após passe magistral de Morita e, aos 33', acertou no poste, servido por Inácio. Aos 41', Luis Suárez obrigouLucas Paes a grande defesa.

O ERRO QUE REEQUILIBROU

A agressividade na pressão deu finalmente frutos para os homens de Rui Borges aos 54', quando Ali-Diadié, sem o apoio devido, aliviou contra Araújo. A bola chegou a Suárez, na área, que, mesmo marcado por Stopira, fez a bola entrar junto ao poste. Felicidade e perícia no empate!

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Tralhão trocava os da frente, Borges lançava Luis Guilherme, acelerando o adeus de Morita (Diomande também substituiu Vagiannidis) e tudo continuou igual: o Sporting a empurrar e o Torreense a tentar sair, falhando na tomada de decisão. Paes evitaria o 2-1 aos 87' num grande remate de Hjulmand, André Simões quase aproveitou a displicência de Diomande em cima dos 90' e Inácio também se antecipou num canto, todavia não se evitou o prolongamento.

E O ERRO QUE TUDO DECIDIU

Suárez teve o golo duas vezes nos pés, Guilherme e Quenda animaram um pouco, no entanto, aos 107' Araújo cometeu duplo erro fatal: perdeu a bola, viu Drammeh isolar Seydi, que acabaria por derrubar na área. Vermelho e penálti. O capitão Stopira entregou a Taça a um enorme Torreense!

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